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Marte pode ser contaminado por fungo enviado da Terra? Estudo traz novas evidências

Cientistas colocaram amostras de espécies em condições que reproduzem a condição extrema da superfície do planeta

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Estudo revela que certos fungos podem sobreviver a missões em Marte.
  • O fungo Aspergillus calidoustus se destaca por sua resistência a condições extremas.
  • Contaminação de Marte é considerada baixa, mas esporos de fungos recebem menos atenção em descontaminação.
  • Resultados ajudam a entender os desafios para a proteção planetária.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Imagem de Marte no Sistema Solar
Pesquisadores não indicam que a contaminação de Marte seja provável Reprodução/Record News

Pesquisadores dos Estados Unidos e da Alemanha apontam, em um estudo recente publicado na revista Applied and Environmental Microbiology, que certos fungos possuem esporos — estruturas reprodutivas capazes de originar novos indivíduos — com resistência suficiente para sobreviver a todas as etapas de uma missão a Marte, desde a montagem das espaçonaves até a exposição às condições extremas do planeta.

A conclusão foi obtida pelos cientistas após a análise de esporos de 27 espécies de fungos, além de um fungo e uma bactéria já identificados em espaçonaves e conhecidos por sua alta resistência à radiação. Essas amostras foram expostas a condições extremas que reproduzem os ambientes encontrados tanto em viagens espaciais quanto na superfície de Marte.


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O fungo Aspergillus calidoustus se destacou como o mais resistente, com seus esporos conseguindo suportar condições extremas, incluindo altos níveis de radiação e regolito, a camada de poeira e rochas soltas que cobre a superfície de Marte. A única situação capaz de eliminá-las foi a combinação de temperaturas extremamente baixas com níveis elevados de radiação.

Segundo Kasthuri Venkateswaran, principal autor do estudo e microbiologista ligado ao Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, a Agência Espacial Americana, esses resultados, no entanto, não indicam que a contaminação de Marte seja provável, mas ajudam a compreender melhor os riscos envolvidos na sobrevivência de microrganismos fora da Terra.


Embora a chance de contaminação marciana seja considerada baixa, os pesquisadores destacam que esporos de fungos costumam receber menos atenção do que os bacterianos nos processos de descontaminação, apesar de seu potencial de sobrevivência e disseminação.

Além disso, o estudo também aponta que o Aspergillus calidoustus é um desafio para a proteção planetária, que estipula medidas para evitar a contaminação entre a Terra e outros corpos celestes durante missões espaciais.

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