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Trump diz que não há pressa para acordo com Irã e que bloqueio dos EUA permanece

Presidente norte-americano afirmou que bloqueio aos navios iranianos no Estreito de Ormuz ‘permanecerá em pleno vigor’

Reuters

Internacional|Da Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Donald Trump afirmou que não há pressa para fechar um acordo com o Irã e que o bloqueio dos EUA no Estreito de Ormuz continuará.
  • Os EUA e o Irã negociam um acordo de paz que poderia reabrir o Estreito de Ormuz, crucial para o transporte de petróleo e gás.
  • Questões como as ambições nucleares do Irã e a liberação de fundos congelados ainda são pontos de desacordo nas negociações.
  • Um possível acordo incluiria a suspensão do bloqueio naval dos EUA e o desmantelamento do urânio altamente enriquecido do Irã.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Estreito de Ormuz, perto de Bandar Abbas, no Irã Amirhosein Khorgooi/ISNA/WANA via REUTERS - 04.05.2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (24), que disse a seus representantes para não se apressarem em fechar qualquer acordo com o Irã, conforme seu governo minimiza as expectativas que surgiram na véspera de um avanço iminente na guerra.

O bloqueio dos EUA aos navios iranianos no Estreito de Ormuz “permanecerá em pleno vigor e efeito até que um acordo seja alcançado, certificado e assinado”, escreveu Trump no Truth Social. “Ambos os lados devem levar seu tempo e fazer as coisas direito”, acrescentou.


Não houve resposta imediata do governo do Irã. Mas a agência de notícias Tasnim, que é ligada à Guarda Revolucionária Iraniana, disse que os EUA ainda estavam bloqueando partes de um possível acordo, incluindo a exigência de Teerã para a liberação de fundos congelados.

Um dia antes, Trump disse que Washington e Irã haviam negociado um memorando de entendimento sobre um acordo de paz que reabriria o Estreito de Ormuz, que antes do conflito transportava um quinto das remessas globais de petróleo e gás natural liquefeito.


Trump, cujos índices de aprovação foram afetados pelo impacto da guerra sobre os preços de energia dos EUA, tem repetidamente destacado a perspectiva de um acordo para encerrar o conflito que os EUA e Israel iniciaram em 28 de fevereiro. Um frágil cessar-fogo está em vigor desde o início de abril.

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Os dois lados continuam em desacordo sobre várias questões difíceis, como as ambições nucleares do Irã, a guerra de Israel no Líbano com a milícia Hezbollah, apoiada pelo Irã, e as exigências de Teerã para o levantamento das sanções e a liberação de dezenas de bilhões de dólares de receitas do petróleo iraniano congeladas em bancos estrangeiros.


Uma autoridade sênior do governo Trump disse a repórteres que um acordo não seria assinado no domingo, afirmando que o sistema iraniano não se moveu rápido o suficiente. Mas ele delineou o que disse serem os últimos contornos do que estava sendo negociado.

A autoridade, falando sob condição de anonimato, disse que o Irã concordou “em princípio” em abrir o Estreito de Ormuz, em troca da suspensão do bloqueio naval pelos Estados Unidos, e se desfazer do urânio altamente enriquecido de Teerã.


Ele disse que os EUA entenderam que o líder supremo do Irã, Ayatollah Mojtaba Khamenei, endossou o modelo geral do acordo. Não houve confirmação imediata do Irã.

A autoridade dos EUA disse que Washington previu primeiro reabrir o estreito e suspender o bloqueio naval dos EUA. Isso “tiraria a pressão econômica da economia mundial e, em seguida, seria negociado o mecanismo pelo qual eles abririam mão de várias partes do programa nuclear e contemplaríamos algum limite de tempo”.

A negociação dos detalhes das medidas nucleares levaria mais tempo, segundo ele.

Ele rejeitou as sugestões de que o Irã não aceitou se desfazer de seu urânio enriquecido armazenado. Segundo ele, há uma série de considerações práticas.

Fontes iranianas disseram à reportagem que, em etapas futuras, “fórmulas viáveis” podem ser encontradas para resolver a disputa sobre seu estoque de urânio altamente enriquecido, incluindo a diluição do material sob a supervisão do órgão de vigilância nuclear da ONU (Organização das Nações Unidas).

O Irã há muito tempo nega as acusações dos EUA e de Israel de que está buscando armas nucleares e diz que tem o direito de enriquecer urânio para fins civis, embora a pureza alcançada exceda em muito a necessária para a geração de energia.

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