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Matteo Renzi diz estar perto de formar novo governo da Itália

Internacional|Do R7

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ROMA, 20 Fev (Reuters) - O líder da centro-esquerda da Itália, Matteo Renzi, prestes a ser o próximo primeiro-ministro do país, disse nesta quinta-feira que espera concluir no fim de semana a formação de seu gabinete, rejeitando especulações de que desentendimentos com seus possíveis novos parceiros estão impedindo um acordo.

"Em questão de horas nós teremos tudo fechado", disse Renzi a repórteres ao deixar a sede de seu Partido Democrático (PD), em Roma.

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Renzi declarou que pretende nomear o gabinete no sábado e levá-lo à apreciação do Parlamento na segunda-feira para um voto de confiança. Mas os avanços estão emperrados por causa de problemas no preenchimento de postos-chave, incluindo o crucial Ministério da Economia.

As prolongadas negociações são uma amostra dos desafios que Renzi enfrentará. Ele admite que assumiu um grande risco ao orquestrar a remoção do ex-primeiro-ministro Enrico Letta, também de seu partido.

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Enquanto as disputas prosseguem, a economia da Itália, a terceira maior da zona do euro, continua estagnada. Cresceu apenas 0,1 por cento no quarto trimestre do ano passado - e esse foi o primeiro crescimento desde meados de 2011.

O desacordo sobre o futuro papel de Angelino Alfano, líder do pequeno partido Nova Centro-Direita (NCD), de quem Renzi dependerá para formar uma maioria no Parlamento, parece ser um obstáculo.

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Fontes políticas familiarizadas com as discussões disseram que Renzi não estava disposto em manter Alfano como vice-primeiro-ministro, o cargo que ocupou sob o governo de Letta.

"Fizemos progressos", disse o senador Renato Schifani, da NCD, conforme continuavam as conversas. "As próximas horas serão decisivas."

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Aos 39 anos, Renzi vai ser o mais jovem primeiro-ministro na história da Itália. Mas ele também será o terceiro consecutivo a ganhar o posto sem vencer uma eleição.

Letta perdeu o apoio do PD e renunciou na semana passada, após a crescente pressão de Renzi, líder do partido, sobre a lentidão de sua coalizão partidária na condução das reformas.

(Reportagem de Roberto Landucci)

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