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Menina de cinco anos morre após ser violentada em centro médico na Bolívia

Ela foi abusada por um enfermeiro, que foi preso pela polícia local

Internacional|Do R7

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O defensor público Rolando Villena (foto) disse estar indignado e alarmado com a situação
O defensor público Rolando Villena (foto) disse estar indignado e alarmado com a situação

Uma menina boliviana de cinco anos foi violentada em um centro médico supostamente por um enfermeiro e depois morreu quando era transferida a um hospital em uma cidade da região central de Cochabamba, denunciou nesta terça-feira (21) a Defensoria Pública.

O defensor público, Rolando Villena, expressou hoje "sua indignação e alarme" após saber do estupro e morte no último sábado (21) de uma menina da cidade de Capinota, que foi internada em um centro médico para ser atendida, mas ali sofreu "um ultraje".

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"Estamos mais que consternados por este fato que segue mostrando os efeitos de uma sociedade que parece ter perdido definitivamente a humanidade e onde acontecem todos os dias casos trágicos até a selvageria e onde as vítimas em sua maioria são mulheres e meninas", lamentou Villena em comunicado.

A menina foi levada por sua família ao centro médico porque tinha 39,5 graus de febre. Ali, ficou durante um momento ao cuidado do enfermeiro, que depois foi acusado de estupro e preso em um presídio de Cochabamba, segundo a Defensoria.

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Villena lamentou que casos como estes "nem sequer merecem a atenção e o alarme público porque se naturalizaram ou talvez porque se trata de uma menina camponesa". O defensor enfatizou sua preocupação porque este caso se soma ao recente assassinato de uma mulher que ocorreu no meio da rua e perante várias testemunhas que não fizeram nada para evitar o crime.

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Nos últimos dias se registraram, além disso, duas tentativas de feminicídio, um deles protagonizado por um militar que disparou contra sua mulher e outro contra uma prostituta. E tudo isso, segundo Villena, poucos dias após a promulgação de um decreto que regulamenta uma lei aprovada em 2013 para proteger as mulheres vítimas de violência machista.

O decreto permite ao Estado financiar casas de amparada para mulheres maltratadas, assim como as operações da unidade policial criada para frear este tipo de crime. A lei castiga com 30 anos de prisão sem direito a indulto os feminicídios ou assassinatos de mulheres por sua condição de gênero.

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"Parece que estamos nos conformando em sancionar com 30 anos de prisão os feminicidas, em ditar mais normas e seguir contando as vítimas, e não estamos vendo a gravidade e urgência de trabalhar em ações de proteção e vigilância, especialmente de meninas e adolescentes", criticou o defensor público.

Villena acrescentou que perante a evidência dos casos se pediu ao governo e aos municípios para declararem um alerta para iniciar ações de prevenção contra os crimes, mas há uma "excessiva formalidade e burocracia" para avançar nesse sentido.

Entre janeiro e setembro deste ano 93 mulheres foram assassinadas em casos de violência machista e 62 por insegurança cidadã, segundo o Centro de Informação da Mulher. Desde 2009 se registraram 585 casos de feminicídios, a maioria ainda sem sentença, de acordo com a mesma organização. 

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