Mesmo com encontros a favor da paz, professor crê que Ucrânia deve continuar em guerra até o fim do ano
Chances de acordos de paz darem certo são baixas, segundo o professor Kleber Galeirani
Internacional|Do R7
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Volodymyr Zelensky anunciou que uma delegação do país vai se reunir nesta sexta (19) e sábado (20) com representantes americanos em Washington. Zelensky acrescentou que não estará presente no encontro, mas que possivelmente a reunião também terá a presença de representantes europeus. Além dos Estados Unidos, o vice-ministro das relações exteriores da Ucrânia chegou a Pequim para conversar com autoridades chinesas. A China, aliada da Rússia, pede com frequência negociações de paz e respeito à integridade territorial de todos os países.
O novo ciclo de conversas entre EUA e Ucrânia acontece antes de uma reunião entre enviados russos e americanos no final de semana. Steve Witkoff e o conselheiro Jared Kushner devem participar da reunião que ocorrerá na Flórida. Duas tentativas que buscam o mesmo objetivo, o término do conflito, mas as chances de qualquer uma delas conseguir alcançá-lo são baixas, segundo o professor de direito e relações internacionais da Universidade de Franca (Unifran), Kleber Galeirani, que acredita que a guerra só terá fim caso a Ucrânia conceda os territórios à Rússia.
Em entrevista ao Conexão Record News desta quinta (18), ele afirmou que esta é uma semana crítica para diplomacia internacional ao apontar que enquanto isso em Bruxelas, a Comissão Europeia decide o destino dos ativos russos congelados. O professor vê que em ambos cenários há uma falta de consenso: “Isso tem adiado a possibilidade de um cessar-fogo duradouro e acho difícil que apareça uma oportunidade que leve à guerra ao fim ainda este ano. Creio que essa reunião em Washington pode permitir a Ucrânia a conseguir alguns compromissos mais firmes dos EUA, especialmente nas questões de segurança e de suporte econômico”.
O entrevistado enxerga um risco verdadeiro de que no fim dessa semana nada se resolva, o que simbolizaria uma divisão ainda maior entre Europa e Estados Unidos. Galeirani finaliza ao expor que a dificuldade para encontrar-se um acordo é consequência da falta de confiança entre as nações e diplomatas e conclui: “Sexta e sábado serão os dias que podem definir se avançamos para um acordo real ou se permanecemos presos nas negociações apenas no plano da retórica”.
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