México diz que 40 mil dos 130 mil desaparecidos do país podem estar vivos
Governo admite que o número alto de desaparecidos também é devido a erros nos registros e informações incompletas
Internacional|Da Reuters
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As autoridades mexicanas disseram nesta sexta-feira (27) que identificaram potencialmente mais de 40 mil pessoas listadas como desaparecidas que podem estar vivas, por meio de referências cruzadas de bancos de dados oficiais, como registros fiscais e registros de casamento.
Após uma análise de um ano do registro nacional de pessoas desaparecidas, autoridades afirmaram que 40.308 registros — 31% do total — mostraram alguma atividade em outros registros do governo, como declarações de impostos ou certidões de nascimento, sugerindo que essas pessoas poderiam estar vivas e localizáveis.
Dentre essas, 5.269 pessoas foram localizadas e tiveram suas identidades confirmadas, permitindo que seus casos fossem reclassificados como “encontrados”.
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O México tem mais de 130 mil pessoas desaparecidas, consequência de décadas de violência relacionada às drogas, à medida que os cartéis expandiram seu alcance e poder.
Mas o governo disse que esse número também é resultado de um banco de dados mal gerenciado, repleto de erros, informações incompletas e duplicação.
Cerca de 46.000 registros — aproximadamente 36% — carecem de informações básicas, como nomes, datas ou locais de desaparecimento, impossibilitando as buscas.
Segundo as autoridades, o registro foi inicialmente compilado com o upload de listas não verificadas de promotores federais e estaduais, comissões de busca, relatórios de cidadãos e grupos de ativistas, criando duplicação e entradas incompletas.
Outros 43.128 casos têm registros completos, mas não mostram nenhuma atividade por meio de referências cruzadas com outros bancos de dados do governo.
Porém, desse número, menos de 10% estão sob investigação criminal, uma lacuna que, segundo as autoridades, reflete anos de fracasso dos promotores e das forças policiais.
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