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México diz que 40 mil dos 130 mil desaparecidos do país podem estar vivos

Governo admite que o número alto de desaparecidos também é devido a erros nos registros e informações incompletas

Internacional|Da Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Autoridades mexicanas identificaram 40.308 desaparecidos que podem estar vivos.
  • Os dados foram cruzados com registros fiscais e de casamento, mostrando atividade recente.
  • México possui mais de 130.000 desaparecidos, muitos devido à violência do narcotráfico.
  • Problemas com o banco de dados causam informações incompletas e duplicadas, dificultando as buscas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Familiares de pessoas desaparecidas colam cartazes de busca em frente ao Teatro Degollado, em Guadalajara, México
Cerca de 5.269 pessoas já foram localizadas e suas identidades confirmadas Eloisa Sanchez/Reuters - 22.03.2026

As autoridades mexicanas disseram nesta sexta-feira (27) que identificaram potencialmente mais de 40 mil pessoas listadas como desaparecidas que podem estar vivas, por meio de referências cruzadas de bancos de dados oficiais, como registros fiscais e registros de casamento.

Após uma análise de um ano do registro nacional de pessoas desaparecidas, autoridades afirmaram que 40.308 registros — 31% do total — mostraram alguma atividade em outros registros do governo, como declarações de impostos ou certidões de nascimento, sugerindo que essas pessoas poderiam estar vivas e localizáveis.


Dentre essas, 5.269 pessoas foram localizadas e tiveram suas identidades confirmadas, permitindo que seus casos fossem reclassificados como “encontrados”.

LEIA MAIS:

O México tem mais de 130 mil pessoas desaparecidas, consequência de décadas de violência relacionada às drogas, à medida que os cartéis expandiram seu alcance e poder.


Mas o governo disse que esse número também é resultado de um banco de dados mal gerenciado, repleto de erros, informações incompletas e duplicação.

Cerca de 46.000 registros — aproximadamente 36% — carecem de informações básicas, como nomes, datas ou locais de desaparecimento, impossibilitando as buscas.


Segundo as autoridades, o registro foi inicialmente compilado com o upload de listas não verificadas de promotores federais e estaduais, comissões de busca, relatórios de cidadãos e grupos de ativistas, criando duplicação e entradas incompletas.

Outros 43.128 casos têm registros completos, mas não mostram nenhuma atividade por meio de referências cruzadas com outros bancos de dados do governo.


Porém, desse número, menos de 10% estão sob investigação criminal, uma lacuna que, segundo as autoridades, reflete anos de fracasso dos promotores e das forças policiais.

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