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Mianmar prepara primeira eleição livre em 25 anos

Internacional|Do R7

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YANGON/MANDALAY (Reuters) - Mianmar irá para as urnas no domingo, dando o maior passo em uma jornada da ditadura para a democracia. Porém, o legado do regime militar implica que a ícone da oposição Aung San Suu Kyi não poderá se tornar presidente mesmo que seu partido vença por ampla maioria.

O clima de entusiasmo na nação do sudeste asiático tomava conta do país às vésperas da eleição em que 30 milhões de pessoas estão aptas a votar no primeiro pleito livre nacional em um quarto de século.

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"Eu realmente quero mudança", disse Zobai, um negociante de jade na segunda maior cidade de Mianmar, Mandalay, sem revelar sobrenome. "Eu estou vivo há 53 anos e tudo o que eu vi foi ditadura."

Vencedora do prêmio Nobel da Paz, Suu Kyi venceu a última eleição livre em 1990, mas os militares ignoraram o resultado. Ela passou a maior parte dos próximos 20 anos sob prisão domiciliar antes de ser solta em 2010.

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O partido dela, Liga Nacional para a Democracia (NLD), deve vencer de novo, mas ela está impedida de assumir a presidência sob uma constituição escrita pela junta militar para preservar seu poder.

Se ela conseguir maioria e for capaz de formar o primeiro governo democraticamente eleito de Mianmar desde 1960, Suu Kyi diz que será o poder por detrás do novo presidente, independente da constituição chamada por ela de "muito boba".

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Suu Kyi tem uma desvantagem considerável no parlamento: mesmo se a votação for considerada livre e justa, um quarto das cadeiras da casa ainda continuará sob controle de militares não eleitos.

Para formar um governo e escolher seu próprio presidente, o NLD sozinho ou com aliados precisa conquistar mais de dois terços dos assentos no parlamento. Em contraste, o partido do governo, Partido para Desenvolvimento e União Solidária (USDP), precisa de bem menos cadeiras se tiver o apoio do bloco militar no parlamento.

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Entretanto, os eleitores deverão rejeitar o USDP, criado pela antiga junta e liderado por ex-autoridades militares, porque o partido é associado com a ditadura brutal que instalou o governo civil do presidente Thein Sein em 2011.

(Por Hnin Yadana Zaw e Aubrey Belford)

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