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Michelle Bachelet volta ao Chile para disputar eleição presidencial

Internacional|Do R7

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SANTIAGO, 27 Mar (Reuters) - A popular ex-presidente chilena Michelle Bachelet aceitou nesta quarta-feira ser a pré-candidata de uma coalizão de centro-esquerda à Presidência do país, o que acelera a corrida à eleição de novembro, para a qual ela é favorita, segundo as pesquisas.

Bachelet, a primeira mulher a governar o Chile, voltou ao país depois de renunciar há alguns dias a seu cargo de diretora-executiva da ONU Mulher, em Nova York, nos Estados Unidos.

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"Amigas e amigos, quando estive aqui eu disse a vocês: em março conversamos. Estou aqui diante de vocês cumprindo minha promessa. Estou aqui diante de vocês disposta a assumir esse desafio, que é pessoal, mas, sobretudo, coletivo, com alegria, com determinação e muita humildade, tomei a decisão de ser candidata", disse ela a um grupo de simpatizantes, sob aplausos e assobios.

A pediatra socialista, que governou o país entre 2006 e 2010, conseguiu que sua gestão fosse uma das mais populares do Chile graças a um estilo cordial e às políticas de benefícios sociais em um dos países mais estáveis da região.

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Contudo, seu legado foi manchado pela lenta resposta de seu governo às consequências do devastador terremoto seguido de tsunami de 27 de fevereiro de 2010.

Apesar disso, a ex-presidente é considerada por seus partidários como a melhor candidata da coalizão opositora Concertación para enfrentar a direita.

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Bachelet disse que concorrerá nas primárias da oposição, nas quais três políticos já anunciaram suas intenções de participar.

O presidente chileno, o direitista Sebastián Piñera, que por lei não pode se reeleger, enfrenta baixa popularidade nas pesquisas, apesar de ter conseguido um crescimento econômico superior ao da gestão de Bachelet.

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O ex-ministro de Mineração e de Obras Públicas Laurence Golborne, um carismático empresário, e o ex-ministro da Defesa Andrés Allamand, um político experiente, lutam para ser o candidato da centro-direita.

Uma pesquisa feita em janeiro pelo Centro de Estudos Públicos (CEP) revelou que 49 por cento dos chilenos querem Bachelet como a próxima presidente, frente a 11 por cento de Golborne, que liderou o famoso resgate dos 33 mineiros presos em uma mina do país.

(Reportagem de Antonio De la Jara)

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