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Michelle Obama deposita rosas no local mais sangrento do Muro de Berlim

Internacional|Do R7

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Por Sarah Marsh e Alexandra Hudson

BERLIM, 19 Jun (Reuters) - A primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, e suas as filhas depositaram rosas em estreitas fendas de um memorial no Muro de Berlim nesta quarta-feira, homenageando os que morreram tentando cruzar a barreira da Guerra Fria em um local que detém um amargor especial na cidade que já foi dividida.


Acompanhada pelo marido de Angela Merkel, Joachim Sauer, que, como a líder alemã, vem da extinta Alemanha Oriental, a família do presidente Barack Obama visitou o memorial Bernauer Strasse, onde moradores desesperados de Berlim Oriental tentaram saltar das janelas para o lado ocidental da cidade.

Em Bernauer Strasse, o muro, erguido em 1961 pelos governantes comunistas da Alemanha Oriental para evitar que os cidadãos fugissem para o Oeste, passava bem diante dos blocos de apartamento.


Dois anos depois que o muro foi erguido, o presidente norte-americano John F. Kennedy visitou a parte ocidental da cidade, onde fez seu famoso discurso "Ich bin ein Berliner", no qual prometia não abandonar os cidadãos de Berlim. A visita do presidente Obama foi marcada para coincidir com o 50º aniversário daquele discurso.

"Trago comigo a amizade eterna do povo americano, além de minha mulher, Michelle, e Malia e Sasha", disse Obama a uma multidão que o aplaudia loucamente durante um discurso perto do Portão de Brandemburgo.


"Vocês podem perceber que elas não estão aqui. A última coisa que elas querem é escutar outro discurso meu, então estão passeando, conhecendo a beleza e a história de Berlim, e essa história nos sensibiliza hoje".

Bernauer Strasse foi o local das primeiras mortes daqueles que tentavam fugir.


Mas a rua também lembra histórias de esperança - quando moradores conseguiram cavar um túnel para chegar ao Ocidente e onde os primeiros segmentos do muro foram derrubados em 1989.

Ao menos 136 pessoas morreram no muro, entre 1961 e 1989, a maioria delas em tentativas frustradas de cruzá-lo.

Mais cedo na quarta-feira, Michelle e suas filhas prestaram uma homenagem no memorial do Holocausto de Berlim aos milhões de judeus que morreram sob o regime nazista alemão, antes e durante a Segunda Guerra Mundial.

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