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Na Romênia, candidato favorável à União Europeia vence disputa presidencial acirrada

Atual prefeito de Bucareste derrotou nome da direita, meses após cancelamento da eleição anterior

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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Nicusor Dan lidera com 54,32% Reprodução/Instagram @nicusor.dan.pg - 18.5.2025

O candidato pró-União Europeia venceu o segundo turno das eleições presidenciais da Romênia após disputa acirrada contra um nacionalista de direita, mostram dados eleitorais quase completos, em uma tensa repetição eleitoral que muitos viram como uma escolha geopolítica.

Após a contagem de 10,5 milhões dos 11,6 milhões de votos, o atual prefeito de Bucareste, Nicusor Dan, liderava com 54,32%, enquanto os votos para George Simion, líder de 38 anos da Aliança pela Unidade dos Romenos (AUR), de direita, totalizavam 45,68%, de acordo com dados oficiais.


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O resultado preliminar tinha mostrado os candidatos quase empatados. Com quase 2,8 milhões de votos contabilizados, Simion aparecia com 50,09% do total, enquanto Dan estava com 49,51% dos votos.

A disputa atual ocorre meses após o cancelamento da eleição anterior, evento que precipitou a pior crise política da Romênia em décadas. As informações são da Associated Press.


Primeiro turno

No início de maio, no primeiro turno das eleições, Simion superou de longe os outros 10 candidatos, com 40% dos votos, mostraram dados eleitorais oficiais, após a apuração de 97% dos votos na votação.

Bem atrás, em segundo lugar, ficou o prefeito de Bucareste, com 20,67%, e em terceiro, o candidato da coalizão governista, Crin Antonescu, com 20,62%.


Eleição foi anulada em 2024

A eleição na Romênia teve de ser repetida depois que o cenário político do país foi abalado no ano passado, quando um tribunal superior anulou a eleição anterior, na qual o candidato de direita Calin Georgescu liderou o primeiro turno, após alegações de violações eleitorais e interferência russa, que Moscou negou.

Georgescu, que compareceu ao lado de Simion em uma seção eleitoral em Bucareste, chamou a nova votação de “uma fraude orquestrada por aqueles que fizeram da mentira a única política de Estado”, mas disse que estava lá para “reconhecer o poder da democracia, o poder do voto que assusta o sistema, que aterroriza o sistema”.

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