Não renovação de tratado entre EUA e Rússia pode provocar escalada nuclear
Acordo vai até 5 de fevereiro e partes não realizaram conversas sobre novo texto; especialista analisa consequências
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Uma bomba nuclear foi o suficiente para arrasar Hiroshima em 1945. Qual seria, então, o estrago que milhares de ogivas nucleares poderiam causar? Para manter esta pergunta sem resposta, os Estados Unidos e a Rússia firmaram em 2010 o acordo nuclear New START, que limitava a ambos os países a posse de 1.550 armamentos do tipo. Hoje, cerca de 87% das armas nucleares existentes encontram-se em um desses lados, mas há possibilidades de que no futuro a porcentagem seja ainda maior. O acordo acaba no dia 5 de fevereiro e nem Donald Trump ou Vladimir Putin divulgaram planos para renová-lo.
Em setembro, o presidente russo propôs que os dois países concordassem em ceder por mais 12 meses. No entanto, Trump não apresentou uma resposta formal. A história era diferente em 2023, como lembra a doutora em direito pela USP e membro da Academia Suíça de Direito Internacional, Clarita Maia, durante a entrevista realizada no Conexão Record News desta quinta (8). Naquele ano, a Rússia já havia anunciado o fim da participação do país, mas isso não significou a retirada formal. Nas palavras da especialista, “não que se defenda o voluntarismo de Trump, mas ele não é o único que está esgarçando os tratados internacionais e a ordem internacional.”
Maia vê que a não renovação do acordo poderia provocar uma escalada nuclear, tanto por parte da volta dos esforços no programa nuclear iraniano quanto pela maior oferta de engenheiros nucleares alinhados com a Rússia.
“É óbvio que esse é mais um elemento de temeridade nesse mundo, nesse sistema internacional em que, ao que parece, o direito internacional se tornou apenas o algodão entre os cristais. E os cristais são essas forças políticas massivas que tendem a se chocar e que podem criar danos permanentes e irreversíveis uns aos outros”, conclui.
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