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‘Nessa altura do campeonato, qualquer gotinha de petróleo a mais ajuda’, afirma especialista

Agência Internacional de Energia deve liberar 100 milhões de barris de petróleo bruto para suprir demandas; quantidade é insuficiente

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O mundo enfrenta uma possível nova crise do petróleo devido ao esgotamento das reservas enquanto tenta mitigar os efeitos de conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia.
  • A Agência Internacional de Energia considera liberar 100 milhões de barris de petróleo bruto e diesel para ajudar a conter os preços crescentes.
  • Conflitos, como ataques de drones ucranianos a refinarias russas e ações dos houthis na Arábia Saudita, dificultam o reabastecimento do mercado internacional.
  • Novos países, incluindo Brasil e Nigéria, aumentaram a produção de petróleo, mas a oferta ainda é insuficiente para atender à demanda global.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O mundo pode estar à beira de uma nova crise do petróleo. O Fórum de Inteligência Energética, realizado em Londres, concluiu que o mundo esgotou as reservas do combustível enquanto tentava aliviar os efeitos da guerra no Oriente Médio e na Ucrânia. Segundo a Agência Internacional de Energia, coordenadora de reservas estratégicas da commodity, a demanda mundial de petróleo é de cerca de 102 milhões de barris por dia.

Em vista do problema, a Agência estuda liberar 100 milhões de barris de petróleo bruto e diesel para ajudar a aliviar os preços crescentes. A quantidade não é suficiente, mas “nessa altura do campeonato, qualquer gotinha de petróleo a mais ajuda”, avalia Ricardo Cabral, especialista em segurança internacional.

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Ele explica que, com o ataque de drones ucranianos a refinarias russas e as investidas dos houthis nas reservas da Arábia Saudita, o mercado internacional tem tido dificuldades para se reabastecer. “A oferta russa hoje está cortada em pelo menos 60%. [...] Isso já foi um baque. O principal produtor de petróleo do Oriente Médio, que é a Arábia Saudita, está em torno de 50% da exportação de petróleo”.

Sem os principais produtores, novos países assumiram o protagonismo no setor, mas ainda assim não são suficientes. “O Brasil está batendo recorde de petróleo. A Nigéria e outros países estão também exportando muito. A própria China aumentou a sua produção de petróleo e, no entanto, não tem como atender à demanda”, afirmou Cabral no Conexão Record News desta quarta (7), em que concluiu: “a coisa não vai melhorar nos próximos meses”.

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