Nome polêmico: entenda a disputa entre Trump e time de futebol americano
Equipe de futebol americano de Washignton tinha alcunha de ‘Redskins’, alcunha considerada ofensiva por grupos indígenas
Internacional|Do R7

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entrou em confronto com o Washington Commanders, equipe da Liga Nacional de Futebol Americano (NFL), ao ameaçar bloquear a construção de um novo estádio no Distrito de Columbia caso o time não volte a adotar o nome antigo, Redskins. A exigência foi feita publicamente pelo republicano em uma postagem na rede Truth Social.
Trump criticou a decisão tomada em 2020 pelo time de abandonar o nome Redskins, considerado ofensivo por diversos grupos indígenas e ativistas. Ele alegou que “grandes povos indígenas” apoiariam a retomada do nome original e afirmou que pode impor restrições ao projeto do estádio se a equipe não atender à sua demanda. A mudança para Washington Commanders ocorreu após pressão de patrocinadores e movimentos sociais contrários ao uso de estereótipos de povos originários como mascotes esportivos.
A ameaça de Trump ocorre em um momento em que a prefeita de Washington, Muriel Bowser, tenta consolidar um acordo bilionário com a direção do time. O plano prevê um investimento de 3,7 bilhões de dólares para a construção de um novo estádio e complexo multiuso no terreno do antigo Estádio RFK, local histórico onde o time atuou até 1996. O projeto já conta com aprovação no Senado e o apoio de parte significativa do Conselho de Washington.
Apesar da postura de Trump, especialistas e autoridades locais indicam que ele não tem poder direto para impedir o avanço do projeto. Uma lei federal sancionada no ano passado garantiu ao governo de Washington o controle sobre o terreno do RFK, permitindo o desenvolvimento do novo estádio. No entanto, o governo federal ainda participa de partes do processo de aprovação, como a revisão ambiental e o planejamento urbano, por meio do Departamento do Interior e da Comissão Nacional de Planejamento da Capital.
Leia mais:
A prefeita, que compõe o partido Democrata, minimizou a ameaça de Trump e afirmou que o foco da administração está na conclusão do acordo com o time. Ela também reiterou que a escolha do nome da equipe não deve interferir na decisão sobre o estádio. Parte do Conselho de Washington compartilha do posicionamento da prefeita e vê as declarações de Trump como uma tentativa de desviar a atenção de questões mais relevantes, como as disputas tarifária em curso.
Embora Trump tenha demonstrado apoio prévio ao projeto do novo estádio, a insistência na retomada do nome Redskins reacendeu o debate sobre o uso de símbolos considerados discriminatórios no esporte. Organizações indígenas, como o Congresso Nacional dos Índios Americanos, já se manifestaram contra a proposta de Trump. Para ativistas, o retorno ao nome antigo representaria um retrocesso na luta por representações mais respeitosas das culturas nativas.
A mudança de nome para Commanders ainda encontra resistência entre parte da torcida, mas pesquisas recentes indicam um aumento na aceitação popular. Segundo levantamento do jornal Washington Post, 62% dos torcedores do time na região aprovam a nova identidade.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp









