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Nova trégua humanitária de uma semana entra em vigor no Iêmen

Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, confirmou ontem o compromisso das partes

Internacional|Do R7

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Mais de 3.000 pessoas morreram no conflito do Iêmen e um milhão tiveram que abandonar seus lares até o momento
Mais de 3.000 pessoas morreram no conflito do Iêmen e um milhão tiveram que abandonar seus lares até o momento

Uma trégua apoiada pela ONU entrou em vigor nesta sexta-feira (10) no Iêmen entre os rebeldes houthis e as forças leais ao presidente Abdo Rabbo Mansour Hadi, em uma nova tentativa de aliviar a crise humanitária que assola o país. O cessar-fogo começou nesta sexta-feira às 23h59 (horário local, 17h59 de Brasília) e está previsto que se prolongue até o fim do mês sagrado do Ramadã, no próximo dia 17 de julho.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, confirmou ontem o compromisso das partes e assegurou que "é imperativo e urgente que a ajuda humanitária possa chegar ao povo mais vulnerável no Iêmen sem obstáculos e através de uma trégua humanitária incondicional". No entanto, o líder dos houthis, Abdul Malik al Houthi, pôs hoje em dúvida que a Arábia Saudita e sua coalizão, que respalda Hadi, vá respeitar a trégua humanitária e ameaçou com "consequências".


Presidente no exílio e rebeldes aceitaram trégua no Iêmen, diz Ban Ki-moon

Por sua parte, o general saudita Ahmed al Asiri, porta-voz da citada aliança, afirmou que só cumprirão a cessação das hostilidades se os insurgentes fizerem o mesmo. No terreno, os dois lados intensificaram nesta jornada, antes da entrada em vigor da trégua, os combates em uma tentativa de conseguir avanços.


Ambos prosseguiram com combates contrarrelógio nas cidades de Taiz e Aden e na província de Shebua, onde morreram dezenas de combatentes. Por sua parte, a aviação da coalizão árabe bombardeou em Sana várias posições das milícias do ex-presidente Ali Abdullah Saleh, a casa do ex-mandatário e de seus familiares, além de uma antiga fábrica.

Desde que começaram os bombardeios sauditas no final de março, mais de 3.000 pessoas morreram no conflito do Iêmen e um milhão tiveram que abandonar seus lares. Perante esta situação, a União Europeia (UE) pediu hoje a todas as partes o cumprimento da "trégua humanitária incondicional" para permitir a entrada das organizações humanitárias "sem restrições".


A UE já advertiu esta semana que o Iêmen enfrenta uma catástrofe humanitária e que 80% da população necessita receber ajuda urgentemente. A trégua alcançada durante cincos dias em maio deste ano foi violada por ambos lados e não permitiu a distribuição de ajuda humanitária suficiente.

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