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‘O atual presidente dos EUA pensa que é o rei do mundo’, diz embaixador do Irã no Brasil

Abdollah Nekounam não confirmou retaliações contra ataque do último sábado, mas disse que é de se esperar ‘uma resposta firme’

Internacional|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Em coletiva, o embaixador do Irã, Abdollah Nekounam, criticou o presidente dos EUA, Donald Trump, chamando-o de "rei do mundo".
  • Nekounam afirmou que o Irã busca sua independência, pagando um preço por isso devido a ataques recentes dos EUA.
  • Ele não confirmou retaliações, mas destacou que uma "resposta firme" é esperada após os ataques sofridos pelo país.
  • O embaixador elogiou a condenação do governo brasileiro à ofensiva militar dos EUA e Israel, considerando-a valiosa para a soberania e integridade territorial.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Abdollah Nekounam participou de coletiva de imprensa nesta segunda-feira Reprodução/ YouTube/ Embaixada do Irã no Brasil

Em coletiva realizada nesta segunda-feira (2), o embaixador da República Islâmica do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam, criticou duramente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo ele, o líder norte-americano “pensa que é o rei do mundo” e os ataques recentes contra o Irã representam “o preço” pago pela busca de independência do país.


“Os EUA pensam e imaginam ser donos do mundo. O atual presidente dos EUA pensa que é o rei do mundo. Pode ser que alguns países, devido a seus interesses, possam aceitar essas alegações e imaginações, mas a República Islâmica do Irã busca a sua independência e não atua em virtude dos pensamentos e das imaginações desse império”, discursou.

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Segundo o embaixador, o preço pago pelo Irã veio porque o país busca por independência. “Estamos firmes e poderosos nessa busca”, declarou.


Nekounam não confirmou eventual retaliação contra Estados Unidos e Israel após os bombardeios que resultaram na morte do líder supremo do regime, o aiatolá Ali Khamenei. Ainda assim, afirmou que, “de forma natural”, quando um país sofre ataque, espera-se uma “resposta firme”.

“Para defesa da nossa população, nós não vamos deixar de exercer nossos direitos de maneira alguma. Vocês viram as vidas perdidas das alunas e crianças que foram para escola e voltaram sem vida. O governo do Irã nunca vai deixar de defender os direitos dessas alunas”, afirmou o diplomata ao mencionar o bombardeio contra uma escola para meninas, em Minab, ocorrido no sábado, com mais de 80 mortos.


Agradecimento ao governo brasileiro

Durante a coletiva, o embaixador também agradeceu a posição adotada pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva em relação à ofensiva militar.

“Agradecemos a condenação do ato de agressão dos EUA e do regime sionista pelo governo brasileiro. Vemos essa ação, da parte do governo brasileiro, como algo valoroso, algo que dá valor ao ser humano, soberania, integridade territorial e independência dos governos”, afirmou.


No sábado, o Ministério das Relações Exteriores divulgou nota manifestando “grave preocupação” diante dos ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos.

“O Brasil apela a todas as partes que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil”, informou o comunicado.

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