O que se sabe sobre o cessar-fogo entre Israel e Líbano
Acordo que vale por 10 dias pode destravar negociações de paz entre Estados Unidos e Irã
Internacional|Do R7
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Um cessar-fogo de 10 dias entre Israel e Líbano entrou em vigor na noite de quinta-feira (16), podendo destravar as negociações de paz em andamento entre Estados Unidos e Irã.
De acordo com autoridades libanesas, mais de 2.000 pessoas morreram desde o início do conflito entre Jerusalém e Beirute. A trégua foi anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nas redes sociais, após conversas entre representantes libaneses e israelenses em Washington.
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O Hezbollah, grupo terrorista apoiado pelo Irã e alvo das ofensivas israelenses no Líbano, não confirmou se aceitará o acordo, embora também não tenha sinalizado intenção de descumpri-lo.
Segundo o governo americano, o vice-presidente, J.D Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio, devem dar sequência às tratativas em busca de um acordo mais amplo e duradouro.
Já Trump afirmou que convidará o seu homólogo libanês, Joseph Aoun, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, para uma reunião na Casa Branca. Caso ocorra, esse será o primeiro encontro entre líderes dos dois países.
O que se sabe sobre o cessar-fogo
Segundo o governo americano, Israel e Líbano concordaram que apenas as forças de segurança oficiais libanesas poderão portar armas na faixa de fronteira, no sul do país. Já Israel manterá o direito de agir em legítima defesa contra “ataques planejados, iminentes ou em andamento”.
O acordo também estabelece que o governo libanês terá responsabilidade exclusiva pela segurança de seu território e, com apoio internacional, deverá adotar “medidas significativas” para impedir ataques do Hezbollah contra Israel.
Além disso, Jerusalém e Beirute solicitaram que os Estados Unidos continuem mediando novas conversas diretas com o objetivo de resolver as questões ainda pendentes.
O Líbano vive há mais de 40 anos sob o impacto do conflito entre Israel e o Hezbollah — classificado como organização terrorista por Washington. O grupo defende o fim do Estado de Israel, assim como o Hamas, e tem como principais apoiadores e financiadores o Irã e a Síria.
Em comunicado, o grupo reconheceu o anúncio, mas não deixou claro se aceitará os termos. Antes disso, já havia afirmado que qualquer cessar-fogo deve abranger todo o território libanês. Em uma publicação na Truth Social, Trump pediu que o grupo respeite a trégua. “Espero que o Hezbollah se comporte bem e de forma adequada durante este importante período”, escreveu.
Cessar-fogo temporário foi celebrado
Os líderes de Israel e do Líbano receberam positivamente a trégua. Netanyahu classificou o entendimento como “uma oportunidade para firmar um acordo de paz histórico”, enquanto o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, disse esperar que o pacto permita o retorno dos deslocados às suas casas.
Apesar do cessar-fogo, Netanyahu ressaltou que as tropas israelenses continuarão no Líbano. Segundo ele, será estabelecida uma zona de segurança de cerca de 10 quilômetros ao longo da fronteira.
“Não vamos sair”, afirmou em vídeo divulgado por seu gabinete. “Essa zona de segurança nos permite impedir infiltrações em nossas comunidades e evitar ataques antitanque”, acrescentou. O líder israelense também reforçou que o desarmamento do Hezbollah é condição indispensável para a criação de acordo de paz definitivo.
Enquanto isso, pessoas deslocadas pela guerra começaram a retornar, nesta sexta-feira, a cidades e bairros devastados no Líbano. Muitas encontraram suas casas destruídas ou inabitáveis e ainda demonstram receio de permanecer, temendo um possível colapso do cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah.
Irã anuncia liberação do estreito de Ormuz
O ministro das Relações Exteriores do Irã declarou, nesta sexta-feira, que a passagem de todas as embarcações comerciais pelo estreito de Ormuz está completamente liberada durante o restante do período de cessar-fogo, em consonância com a trégua no Líbano.
A passagem de embarcações pelo estreito seguirá a rota coordenada já anunciada pela Organização de Portos e Assuntos Marítimos do Irã, acrescentou Abbas Araqchiem uma publicação no X.
“De acordo com o cessar-fogo no Líbano, a passagem para todos os navios comerciais pelo estreito de Ormuz é declarada completamente aberta pelo período restante do cessar-fogo, na rota coordenada já anunciada pela Organização de Portos e Marítima da República Islâmica do Irã”, afirmou Araqchi.
O anúncio é o primeiro grande aceno do Irã a um acordo pelo fim da guerra. A reabertura do estreito de Ormuz é uma das principais reivindicações dos Estados Unidos nas negociações travadas pelas duas partes.
A passagem, que conecta o golfo Pérsico ao golfo de Omã e ao mar da Arábia, está bloqueada desde o início dos ataques dos EUA e de Israel contra o Irã no dia 28 de fevereiro. Em tempos de paz, um quinto da produção global de petróleo é escoado pela passagem.
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