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O que a nova constituição da Coreia do Norte determina se Kim Jong-un for assassinado

Medida foi incorporada após a morte do aiatolá Ali Khamenei durante a guerra no Irã

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A nova Constituição da Coreia do Norte estabelece que um ataque nuclear será lançado automaticamente se Kim Jong-un for assassinado ou incapacitado.
  • A decisão foi influenciada pela morte do aiatolá Ali Khamenei, que desencadeou conflitos no Oriente Médio.
  • A Coreia do Norte endureceu punições contra cidadãos que consomem conteúdo estrangeiro e retirou referências à reunificação com a Coreia do Sul da sua Constituição.
  • Kim Jong-un continua a fortalecer suas forças armadas, inspecionando novas armas com alcance superior a 60 quilômetros.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Kim Jong-un foi visto recentemente inspecionando a produção de uma nova arma da Coreia do Norte Reprodução/KCNA

A Coreia do Norte responderá automaticamente com um ataque nuclear caso Kim Jong-un seja assassinado ou fique incapacitado de exercer suas funções, segundo estabelece a nova Constituição do país, revelada na quinta-feira (6) pelo Ministério da Unificação da Coreia do Sul.

A medida foi incorporada após a morte do aiatolá Ali Khamenei nos ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã, que deram início à guerra no Oriente Médio em 28 de fevereiro.


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“Se o sistema de comando e controle das forças nucleares do Estado for colocado em perigo por ataques de forças hostis, um ataque nuclear deverá ser lançado automática e imediatamente”, estabelece agora o artigo 3º da Constituição.

Na sexta-feira (8), Kim foi visto inspecionando a produção de uma nova arma, que teria alcance superior a 60 quilômetros. A KCNA, mídia estatal do país, afirmou que o líder analisava “um novo tipo de obuseiro autopropulsado de 155 milímetros”. O equipamento, segundo o ditador, “proporcionará mudanças e vantagens significativas para as operações terrestres de nossas forças armadas”.


A Coreia do Norte segue tratando Seul como seu principal adversário. Os dois países mantêm uma relação diplomática marcada por tensões e, tecnicamente, ainda estão em guerra. O conflito, iniciado em 1950, terminou apenas com um armistício em 1953, sem a assinatura de um tratado de paz definitivo. Nos últimos anos, a rivalidade militar entre os vizinhos voltou a se intensificar.

Relatórios apontam que a Coreia do Norte endureceu as punições contra cidadãos que consomem conteúdo estrangeiro, especialmente K-pop e séries de televisão produzidas na Coreia do Sul.


O país também retirou de sua Constituição referências à reunificação da península coreana, redefinindo o Norte como um Estado completamente separado — algo que não acontecia desde a década de 1940. Até o momento, o regime norte-coreano evitou comentar as mudanças.

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