Obama alerta sobre risco de geração ser perdida por alto desemprego juvenil
Internacional|Do R7
Berlim, 19 jun (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, defendeu nesta quarta-feira em Berlim a necessidade de controlar as finanças públicas, mas disse que o objetivo dos governos é melhorar a vida dos cidadãos e alertou quanto ao risco de perder uma geração devido ao alto desemprego juvenil. "Temos que garantir que não perdemos uma geração que pode não ser nunca recuperada do ponto de vista de sua trajetória profissional", afirmou Obama em entrevista coletiva com a chanceler alemã, Angela Merkel. Consciente das divergências entre os EUA e Alemanha na hora de abordar a crise econômica com políticas de estímulo ou de austeridade, Obama reconheceu que "é uma conversa de quatro anos" e que não existe "uma receita perfeita". Em sua opinião, é necessário continuar com as reformas estruturais tanto nos países da União Europeia como nos EUA, porque "ainda resta trabalho a fazer", e evitar que os orçamentos públicos se descontrolem, mas também apostar nas políticas de crescimento. No caminho de consolidação fiscal e de reformas no mercado de trabalho e na previdência, insistiu, os governos não podem perder de vista que seu objetivo é melhorar a vida das pessoas e devem buscar oportunidades para os setores mais desfavorecidos. Para Obama, o objetivo comum de todos os países é que a economia cresça e que os cidadãos tenham opção a um trabalho, um bom colégio para seus filhos, um sistema de saúde acessível e uma previdência digna. Após a pior recessão em anos, acrescentou, há "boas notícias" e já se veem "alguns progressos" em vários indicadores americanos, como o mercado imobiliário e a criação de emprego, mas ainda devem ser dados passos para, por exemplo, melhorar a formação profissional e investir em infraestrutura, ciência e pesquisa. Obama apontou os diferentes níveis de produtividade que apresentam os países europeus e os processos de reformas empreendidos nos diferentes Estados, mas se mostrou convencido do futuro do projeto comum e garantiu que os EUA ajudarão a UE com tudo que puder nesse "caminho difícil". Na sua opinião, a Alemanha, principal potência da eurozona, terá sucesso em sua missão e tanto a UE como os EUA sairão fortalecidos da recessão se aproveitam "as oportunidades". Merkel, por sua vez, defendeu a necessidade de que a Europa aumente sua competitividade em um momento em que o mundo está mudando e 90% do crescimento mundial acontece fora do continente. Após apostar nas reformas estruturais e na redução dos déficits públicos nacionais, a primeira-ministra reconheceu que a Alemanha só melhorará se a Europa melhorar em conjunto. "A Alemanha quer ser competitiva e que o resto da Europa também o seja", manifestou, ratificando seu compromisso com a UE e o euro. EFE nl/tr (foto)








