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Ocidente discutiu grande corte nas sanções ao Irã, diz Israel

Internacional|Do R7

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14 Nov (Reuters) - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, alertou na quarta-feira que um "mau acordo" com o Irã a respeito do seu programa nuclear poderá levar a uma guerra, e assessores dele contestaram a avaliação dos EUA de que foi oferecido um alívio apenas "modesto" a Teerã.

O Irã e seis potências mundiais têm obtido avanços nas últimas semanas rumo a um acordo que restrinja o programa nuclear iraniano, em troca de um alívio às sanções. Os EUA e seus aliados, inclusive Israel, suspeitam que Teerã esteja tentando desenvolver armas atômicas, e por isso o Irã está há anos sob sanções internacionais, apesar de insistir no caráter pacífico das suas atividades.

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Um ministro israelense disse que o eventual acordo -que incluiria uma autorização para a retomada das exportações iranianas de petróleo e ouro- reduziria em até 40 por cento o impacto das sanções, representando uma cifra de 15 a 20 bilhões de dólares.

Israel vem alertando seus aliados contra o acordo com o Irã, argumentando que a República Islâmica está enganando o mundo ao adotar uma postura mais conciliadora desde a posse do presidente moderado Hassan Rouhani, em junho.

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As negociações do Irã com as seis potências -EUA, Rússia, China, Grã-Bretanha, França e Alemanha- devem ser retomadas no dia 20, em Genebra, num clima de grande otimismo.

Uma fonte bem informada sobre as discussões disse à Reuters que o Irã poderá conseguir autorização para vender 3,5 bilhões de dólares em petróleo nos próximos seis meses, além de 2 a 3 bilhões de dólares em produtos petroquímicos e 1 a 2 bilhões em ouro.

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Na atual cotação, isso representaria uma autorização para a venda de 200 mil barris adicionais por dia, ou cerca de 20 por cento de aumento nas exportações.

Essa fonte, que criticou a oferta, disse que o acordo em discussão prevê também a possibilidade de Teerã importar cerca de 7,5 bilhões de dólares em alimentos e remédios, além de 5 bilhões de dólares em outros produtos atualmente proibidos.

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Várias fontes oficiais envolvidas nas discussões dizem que não irão discutir detalhes enquanto as negociações estiverem em andamento.

Falando ao Parlamento israelense, em Jerusalém, Netanyahu disse que manter a pressão econômica ao Irã é a melhor alternativa, já que as outras seriam um acordo ruim ou uma guerra.

"Eu chegaria a dizer que um acordo ruim pode levar à segunda e indesejada opção", disse ele.

Israel, supostamente a única potência nuclear do Oriente Médio, há anos adverte que pode usar a força para impedir Teerã de desenvolver um arsenal atômico que ameace o Estado judeu.

Essa posição cria atrito com os EUA, principais aliados de Israel no mundo, que insistem na necessidade de buscar uma solução negociada. No mês passado, o presidente Barack Obama disse que a primeira fase de um eventual acordo envolveria "um alívio muito modesto" nas sanções ao Irã, o que seria facilmente reversível.

(Reportagem de Mayaan Lubell, Jeffrey Heller, John Irish, Richard Mably e Dan Williams)

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