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ONU alerta para forte deterioração da situação humanitária no Haiti

Segundo as Nações Unidas, cerca de 40% da população haitiana vai precisar de ajuda por falta de alimentos

Internacional|Da EFE

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Situação política no Haiti ajuda a piorar a crise econômica
Situação política no Haiti ajuda a piorar a crise econômica

As Nações Unidas advertiram nesta quarta-feira (10) sobre uma forte deterioração da situação humanitária no Haiti, onde mais de 40% da população precisará de ajuda neste ano por falta de alimentos.

Leia também: Haiti: entenda a crise política que o país está enfrentando

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"Os números da insegurança alimentar estão se aproximando dos do Sudão do Sul e da República Centro-Africana", afirmou o coordenador humanitário da ONU no país caribenho, Bruno Lemarquis, destacando que a situação nesses dois países africanos é muito diferente, com conflitos armados contínuos.

No caso do Haiti, a crise política está piorando ainda mais uma situação já complexa, explicou Lemarquis em uma reunião com os Estados membros da organização.

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De acordo com estimativa da ONU, neste ano 4,4 milhões de haitianos, mais de 40% da população, precisarão de assistência de emergência pelo risco de ficarem sem comida. Isso representa um aumento em relação aos 4,1 milhões do ano passado.

Crise, pandemia e violência

Além da polarização política, a organização também aponta o efeito da pandemia sobre a economia e os danos causados pela tempestade tropical Laura como causas da crise. Tudo isso causou uma "deterioração significativa" da situação no país que requer assistência internacional.

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Pelas contas da ONU, são necessários cerca de US$ 235 milhões para atender às necessidades de 1,5 milhão de haitianos em uma situação particularmente vulnerável.

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Além disso, Lemarquis advertiu sobre o risco de uma escalada da violência no país como resultado da situação política tensa, que se agravou em 7 de fevereiro com a denúncia de um golpe de Estado e a prisão de cerca de 20 opositores envolvidos na suposta trama.

A denúncia alimentou as manifestações de oposição contra o presidente Jovenel Moise, que desde então aconteceram quase diariamente em Porto Príncipe.

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