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Oposição pede renúncia de Johnson e retomada do Parlamento britânico

Juízes da Suprema Corte britânica consideraram um abuso das competências do governo impedir a atividade das câmaras às vésperas do Brexit

Internacional|Da EFE

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Líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn
Líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn

O líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, pediu nesta terça-feira (24) que Boris Johnson "reconsidere a sua posição" à frente do governo, após a Suprema Corte declarar "ilegal" a suspensão do Parlamento ordenada pelo primeiro-ministro britânico.

Em discurso durante o congresso trabalhista em Brighton, Corbyn antecipou que pedirá ao presidente da Câmara dos Comuns, John Bercow, que providencie o mais rápido possível a retomada das sessões parlamentares.

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Em decisão unânime, a Suprema Corte do Reino Unido decidiu nesta terça-feira classificar como "ilegal" a decisão de Johnson de suspender o Parlamento por cinco semanas - até o dia 14 de outubro -, iniciativa que declarou "nula".

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Os 11 juízes da máxima instância judicial britânica consideraram um abuso das competências do governo impedir a atividade das câmaras às vésperas da saída do país da União Europeia (UE), prevista para ocorrer em 31 de outubro.

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Após tomar conhecimento da decisão, os presentes ao congresso trabalhista começaram a gritar "Johnson, fora", reverberando o pedido de Corbyn. Atualmente, Boris Johnson está em Nova York devido à Assembleia Geral da ONU.

Corbyn comemorou a decisão da Suprema Corte de confirmar que Johnson "agiu mal ao enclausurar o Parlamento" e mostrou "um desprezo pela democracia".

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O líder trabalhista disse que falará com Bercow para que as câmaras dos Comuns e dos Lordes possam ser reconvocadas o mais rápido possível, a fim de "pedir contas" ao chefe do governo e "exigir que cumpra a lei".

O líder trabalhista já havia dito que, se o Parlamento retomasse as sessões, a primeira coisa que faria seria impulsionar medidas para prevenir que o primeiro-ministro não voltasse a suspender as sessões sem um motivo legítimo.

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Os deputados e outros, como a empresária Gina Miller, que processaram Johnson pela suspensão do Parlamento entre os dias 10 de setembro e 14 de outubro alegaram que a iniciativa do primeiro-ministro buscava evitar que os parlamentares criassem obstáculos para os seus planos de concretizar um Brexit sem acordo com a União Europeia.

Johnson, que lidera as pesquisas de intenção de voto no Reino Unido, disse que tirará o país da UE no dia 31 de outubro com ou sem acordo, embora já exista uma lei que o impeça no segundo caso.

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