Oposição venezuelana acredita em diálogo com o governo na próxima semana
Internacional|Do R7
Caracas, 9 mai (EFE).- O setor da oposição venezuelana que aceitou dialogar com o governo de Nicolás Maduro disse nesta sexta-feira que confia que na semana que vem serão retomadas as reuniões com a presença dos chanceleres da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), a quem consideram figuras indispensável para o avanço deste processo. "A reunião está prevista para a semana que vem, eventualmente na quarta-feira, mas não está confirmada porque contamos que venham os chanceleres da Unasul e o núncio apostólico", disse à Agência Efe um dos membros da comissão da oposição para o diálogo, o presidente do partido Copei, Roberto Henríquez. O diálogo, iniciado em 11 de abril, conta com a participação do Vaticano através do núncio em Caracas, Aldo Giordano, e a Unasul representada pelos chanceleres do Brasil, Luiz Alberto Figueiredo; da Colômbia, María Ángela Holguín; e do Equador, Ricardo Patiño. Até o momento, foram realizadas três reuniões e esperava-se que nesta semana fosse feita a quarta, mas ela teve que ser adiada para esperar os resultados "das equipes de trabalho", de acordo com a informação que ofereceu na quarta-feira o vice-presidente da Venezuela, Jorge Arreaza. Henríquez disse que a presença dos chanceleres da Unasul "é o que lhe dá a hierarquia internacional" ao processo que procura fazer pontes entre o governo e a oposição para superar a crise política que o país atravessa. "Se algo nos mantém na mesa de diálogo é exatamente a hierarquia dos facilitadores internacionais que é a única coisa que achamos poderia nos obrigar ao compromisso", comentou Henríquez. "Os chanceleres não são substituíveis", disse Henríquez ao ser consultado sobre a possibilidade que os ministros sejam substituídos nesse trabalho pelos embaixadores de seus respectivos países. "Não descartamos que para coisas de caráter estritamente administrativo estejam os embaixadores, mas por agora o compromisso é que estejam presentes os chanceleres e o núncio, inclusive está pendente a visita do secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolín", indicou. Além disso, Henríquez adiantou que a próxima reunião da plataforma opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) levará o assunto referente aos atos repressivos contra os que manifestam contra o governo, especialmente o ocorrido na madrugada da quinta-feira quando foram desalojados vários acampamentos de estudantes. "Teremos que reclamá-lo. Há setores do governo que definitivamente querem torpedear qualquer possibilidade de que na Venezuela haja um clima de paz (...) que querem seguir manejando à Venezuela como vieram fazendo, dispondo dela, por assim dizer, para seu próprio benefício e submeter-se ao marco constitucional não os agrada", disse o presidente do Copei. A Venezuela vive desde 12 de fevereiro uma série de protestos antigovernamentais liderados pela oposição e grupos de estudantes, que em algumas ocasiões se tornaram violentos, e que deixaram até o momento 42 mortos, cerca de 800 feridos e centenas de detidos. EFE nf/cdr










