Ataques cibernéticos do Irã aos EUA mostram poderio digital do país; veja análise
‘É uma maneira de provocar os EUA e mostrar que eles não têm uma superioridade completa no campo virtual’, explica professor
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
Pelo menos 700 gigabytes de e-mails, backups e outros arquivos sigilosos do sistema de transporte da cidade de Los Angeles, Estados Unidos, foram roubados em março de 2026. Após semanas de investigação, uma empresa israelense de cibersegurança identificou que hackers iranianos estiveram por trás do crime, um alerta que prova que a guerra no Oriente Médio não se limita mais ao território físico.
“É uma maneira de provocar os EUA e mostrar que eles não têm uma superioridade completa no campo de batalha virtual e que podem ter a própria infraestrutura básica atacada”, observou o doutor em relações internacionais e economista Igor Lucena durante o Conexão Record News desta terça-feira (26).
Embora o ataque não tenha prejudicado o trânsito de Los Angeles, o especialista enxerga um futuro em que ofensivas do tipo seriam mais comumente empregadas. Os avanços tecnológicos teriam deixado grandes quedas de energia, apagões de internet e falhas nos sistemas de aeroportos e hospitais a alguns cliques e linhas de código de distância.
“Já estamos vendo muito isso na Ucrânia e na Rússia, mas o fato de vir do Irã em um momento em que é atacado pelos EUA mostra que os iranianos também têm um arsenal digital importante”, raciocina Lucena, que conclui que, em um futuro não tão distante, a criação de protocolos de cibersegurança ainda mais rígidos será a regra e não a exceção.
Análises, entrevistas e as notícias do Brasil e do mundo estão na RECORD NEWS. Acesse o site aqui e confira os principais conteúdos em texto e vídeo!












