‘Respeitem os compromissos do cessar-fogo’, pede China após ataques dos EUA contra o Irã
Governo americano alegou que os ataques foram em legítima defesa para proteger tropas de ameaças iranianas
Internacional|Do Estadão Conteúdo
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O governo da China exigiu, nesta terça-feira (26), que “se respeitem os compromissos do cessar-fogo” no Irã, após os ataques realizados nas últimas horas pelo Exército dos Estados Unidos contra o sul do país asiático, sem que haja, até o momento, informações sobre vítimas ou danos.
“A China pede às partes que respeitem seus compromissos com o cessar-fogo e se limitem à resolução de disputas por meios pacíficos”, afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning, durante uma coletiva de imprensa na capital, Pequim.
Assim, ela encorajou as partes a “prosseguirem o diálogo e as negociações para alcançar um cessar-fogo que atenda às preocupações legítimas das partes e a trabalharem pela rápida restauração da paz no Golfo e no Oriente Médio”, conforme noticiado pelo jornal chinês Global Times.
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A Guarda Revolucionária do Irã acusou os Estados Unidos de violar seu espaço aéreo no sul do país e garantiu que se reserva “o direito de responder”, ao mesmo tempo em que destacou que os sistemas de defesa antiaérea, “para defender a integridade territorial do país”, “identificaram e abateram um drone MQ-9”.
O porta-voz do CENTCOM (Comando Central dos Estados Unidos), o capitão Tim Hawkins, indicou em declarações à Europa Press que esses ataques americanos foram lançados “em legítima defesa” para “proteger” as tropas americanas “das ameaças representadas pelas forças iranianas”, antes de detalhar que os alvos foram embarcações e bases de lançamento de mísseis no sul do Irã.
Por outro lado, Mao reiterou que “a China tem apoiado consistentemente uma resolução pacífica da questão (sobre o programa nuclear iraniano) por meio do diálogo e da negociação”, antes de sublinhar que as partes “devem aproveitar a oportunidade para chegar a uma solução por meio das negociações”.
“A China também está disposta a continuar desempenhando um papel construtivo na resolução política e diplomática da questão nuclear iraniana, na salvaguarda do regime internacional de não proliferação nuclear e na promoção da paz e da estabilidade no Oriente Médio e no mundo”, concluiu.
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