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Oposição venezuelana definirá candidato presidencial de consenso "em breve"

Internacional|Do R7

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Caracas, 25 fev (EFE).- A Mesa da Unidade Democrática (MUD), que aglutina grande parte dos adversários políticos do presidente Hugo Chávez na Venezuela, definirá em breve e por consenso seu candidato caso haja a necessidade de novas eleições no país, informaram nesta segunda-feira dois partidos que a integram. "É complicado estabelecer datas, mas foram dados grandes passos na MUD para que a designação do candidato aconteça o mais breve possível e por consenso", disse à Agência Efe o secretário-geral adjunto do partido Ação Democrática (AD), Luis Aquiles Moreno. A Constituição da Venezuela prevê a antecipação de eleições em caso de "falta absoluta" do presidente, possibilidade que Chávez cogitou em 8 de dezembro do ano passado, dois dias antes de se submeter a uma nova operação em Cuba, a quarta desde junho de 2011, para combater um câncer na região pélvica. Na ocasião, Chávez pediu a seus seguidores para que votem nessas eventuais eleições no atual vice-presidente, Nicolás Maduro. "Desde então, Maduro é candidato, e sua campanha eleitoral está apoiada pela imprensa estatal", argumentou Moreno. Por esse motivo, a MUD iniciou um processo de negociação interna para escolher o candidato que enfrentará Maduro por consenso, que "é o que mais convém à oposição" e algo "que não é muito difícil de se obter", declarou o dirigente do partido AD. Sobre se a MUD insistirá com o governador do estado de Miranda, Henrique Capriles, derrotado por Chávez nas eleições que em outubro decidiram o período 2013-2019, Moreno manifestou que "é uma opção fundamental entre as opções a serem analisadas". "Mas não se pode começar (a negociar) dizendo que estes candidatos estão definidos, e outros, vetados; neste tipo de situação é preciso buscar o que nos une, e não o que nos afasta", disse. Além disso, ele revelou que a AD propôs que o ganhador se comprometa a não tentar a reeleição. José Albornoz, da direção nacional do Movimento Progressista da Venezuela (MPV), disse à Agência Efe que "não necessariamente o presidente deve falecer para que sejam convocadas eleições", já que a Constituição prevê também sua renúncia ou sua inabilitação. "E há muitos dias Chávez não fala ao país, não o vemos", afirmou, ao explicar que, a seu entender, "ele está deficiente para governar". Por isso e pelo fato de que Chávez nomeou seu candidato há três meses, a MUD "tem a necessidade política de pôr seu candidato nas ruas, e o fará nesta ou na próxima semana, no máximo", declarou Albornoz. EFE arv/id

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