Otan vira aliança em que membros escolhem quando serão aliados, ironiza professor
Deterioração das relações com a Europa abre espaço para Rússia e China assumirem papéis centrais na ordem mundial
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Com a rejeição de diversos países europeus ao pedido de auxílio no Estreito de Ormuz, Donald Trump declarou em uma rede social que não precisa mais do apoio deles. O presidente ainda afirmou que a relação entre Estados Unidos e Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) é uma via de mão única, na qual os norte-americanos gastam bilhões de dólares ao ano.
Apesar das declarações do líder, o conflito entrou na terceira semana de duração e não demonstra sinais de que deve parar tão cedo. Segundo o professor de relações internacionais, as falas polêmicas de Trump não só danificam ainda mais as relações com os países europeus, como fragilizam o poder da Otan como um todo.

“Em 2025, Trump provocou muito a Otan, dizendo: ‘nós estaremos por vocês, mas eu não posso dizer que vocês estarão por nós’. Ele está comprovando isso. A Otan está se tornando um tigre de papel, ou seja, uma aliança em que os aliados escolhem em que momento vão ser aliados”, ironiza o professor.
Tal cenário seria ideal para que potências orientais, como Rússia e China, assumissem papéis centrais na ordem internacional. Enquanto isso, a guerra assume um rumo inesperado para os EUA e se prolonga à medida que o Irã realiza ataques bem-sucedidos em retaliação.
Ainda assim, tanto Israel quanto os EUA continuam a realizar ataques, que visam danificar as cadeias de produção de armas e decapitar as lideranças do Irã. Tal medida pode ser enxergada na morte do chefe do Conselho de Segurança do Irã, Ali Larijani. Pires entende que ele era o próximo na lista de alvos após a morte de Ali Khamenei. “É uma lista longa, mas ela está ficando cada vez mais curta.
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“O regime continua tendo capacidade de comando de ataque, mas não consegue fazer isso dentro do seu próprio território. Muitos estão ali escondidos e sendo descobertos”, elaborou o professor sobre os efeitos que os assassinatos de líderes causam no gerenciamento do Irã.
Por fim, o especialista ainda lança um alerta sobre aquele que talvez seja o novo interesse de Trump: Cuba. “Se ele está dizendo, provavelmente já tem alguma ação sendo desenhada. [...] Alguma coisa está acontecendo; o nível de pressão talvez seja maior do que nós conhecemos”.
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