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Pacto de governo israelense inclui retorno imediato ao diálogo de paz

Internacional|Do R7

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Jerusalém, 14 mar (EFE).- O acordo de coalizão para a formação do novo governo israelense estabelece o "retorno imediato" às negociações de paz com os palestinos, informaram nesta quinta-feira à Agência Efe fontes do Yesh Atid, a segunda força política do país. "O acordo que alcançamos inclui um retorno imediato ao processo de paz", afirmou Tomer Cohen, porta-voz do Yesh Atid. O partido acertou ontem à noite um pacto de governo com o Likud, de Benjamin Netanyahu, o Yisrael Beiteinu, de Avigdor Lieberman, e o Habait Hayehudi, de Naftali Benet. Está previsto que hoje os quatro partidos assinem o acordo de coalizão, após o qual Netanyahu poderá apresentar ao presidente israelense, Shimon Peres, seu próximo governo, informou à Efe a porta-voz do Likud, Noga Katz. O acordo alcançado inclui também a aprovação de uma lei que garante a universalidade do serviço militar obrigatório, ou seja, que englobe também aos setores ultra-ortodoxos. Além disso, impõe a incorporação das matérias escolares do currículo básico nas escolas religiosas, que até agora não incluíam disciplinas como matemática e inglês. O Parlamento também deverá votar em breve normas relativas ao sistema de governo, entre elas o aumento do teto mínimo de votos para entrar na câmera para 4% do total, o que nas últimas eleições teria deixado de fora vários partidos, entre eles todos os árabes. Outra das exigências do centrista Yesh Atid incorporada ao pacto é a adoção de medidas dirigidas a se conseguir a integração da população ultra-ortodoxa no mercado de trabalho. Pela primeira vez em uma década, os partidos ultra-ortodoxos ficarão de fora do governo israelense, que será formado pelo direitista Likud, o Yesh Atid, os ultradireitistas Yisrael Beiteinu e Habait Hayehudi e o centrista Hatnuah, que já tinha feito um acordo para apoiar Netanyahu em fevereiro. Por enquanto, e até que seja esclarecido o processo judicial que levou Lieberman a renunciar como ministro das Relações Exteriores, Netanyahu acumulará a função de chanceler. EFE aca/dk

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