Logo R7.com
RecordPlus
‌

Para conter radiação, governo japonês gastará R$ 1,12 bilhão na central de Fukushima 

Grande volume de água contaminada com césio e outras substâncias radioativas invadiu unidade

Internacional|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Investimento será destinado para a construção de uma barreira para bloquear a água subterrânea contaminada
Investimento será destinado para a construção de uma barreira para bloquear a água subterrânea contaminada

O Estado japonês gastará 47 bilhões de ienes (correspondente a US$ 475 milhões e a R$ 1,12 bilhão) para resolver o problema de água radioativa que invadiu a central nuclear de Fukushima, já que a operadora Tepco (Tokyo Electric Power) não consegue administrar sozinha a questão.

As autoridades desejam assumir a liderança das operações enquanto o mundo se preocupa com as numerosas avarias relacionadas à presença de grandes volumes de água com césio, estrôncio, trítio e outras substâncias radioativas que vazam para o mar.

‌

O o porta-voz do governo, Yoshihige Suga, afirmou:

— Calculamos em 47 bilhões de ienes o valor necessário.

‌

As autoridades afirmam que sentiram a necessidade de não deixar o problema totalmente sob responsabilidade da empresa que administra a central nuclear, a Tepco.

— Queremos adotar medidas fortes para resolver de forma radical os problemas em Fukushima.

‌

Altos níveis de radiação são detectados em outros três tanques de Fukushima

Operadora de Fukushima admite que precisa de ajuda estrangeira para administrar crise nuclear

‌

Pescadores japoneses adiam volta ao trabalho em Fukushima

O primeiro-ministro conservador Shinzo Abe, um defensor da energia nuclear, diz que o governo vai focar na contenção do problema. 

— O mundo inteiro pergunta se o Japão conseguirá ou não desmantelar a central nuclear de Fukushima Daiichi. O governo vai trabalhar para enfrentar esta situação.

O novo investimento público será destinado, em dois terços, para a construção de uma barreira para bloquear a água subterrânea contaminada entre os reatores e o mar, que continua vazando, todos os dias, no Oceano Pacífico.

Quase 300 toneladas de água acumulada sob a terra entre os reatores e o mar chegam todos os dias ao Oceano Pacífico.

Os recursos também serão destinados à instalação de meios suplementares de descontaminação da água armazenada nos cerca de mil depósitos pouco confiáveis

A medida deve aumentar as capacidades dos sistemas conhecidos como ALPS para limpar a água de quase 60 matérias radioativas, com exceção do trítio, que exige outras ações.

A Tepco, operadora da central de Fukushima, acidentada pelo tsunami de 11 de março de 2011, busca soluções para as 400 mil toneladas de água contaminada que se encontram sob a terra, ou em tanques especiais.

Recentemente, um depósito perdeu 300 toneladas de líquido muito radioativo e parte do material chegou ao oceano, um incidente considerado "grave" pelo governo.

O presidente da agência de regulamentação nuclear, Shunichi Tanaka, advertiu na segunda-feira que é impossível imaginar um armazenamento permanente da água (procedente da irrigação para refrigerar os reatores) e disse que em um determinado momento a água terá que ser jogada no mar, depois de purificada a um ponto "admissível pela comunidade internacional".

O anúncio do governo foi feito em um momento no qual a Tepco anuncia praticamente todos os dias novos contratempos a respeito da água radioativa, que provoca muitas inquietações no exterior.

Tóquio teme que a situação de Fukushima prejudique a candidatura da cidade para receber os Jogos Olímpicos de 2020.

A capital japonesa disputa com Madri e Istambul a sede do evento. A decisão será anunciada no próximo sábado em Buenos Aires.

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.