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Paris registra incêndios e saques em dia de protestos; Macron promete punição

Segundo autoridades francesas, mais de 270 pessoas foram detidas em todo o país

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Protestos em Paris resultaram em incêndios de carros e saques, com a polícia usando gás lacrimogêneo e jatos d'água.
  • Mais de 270 pessoas foram detidas em toda a França devido a incidentes violentos, incluindo ataques a policiais e danos a prédios públicos.
  • O presidente Emmanuel Macron prometeu punição aos responsáveis e expressou apoio às forças de segurança.
  • Protestos destacam insatisfação com a situação da educação pública, custo de vida e violência policial.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Um carro pega fogo em meio a confrontos entre manifestantes e a polícia francesa durante um protesto contra o custo de vida e o aumento dos preços dos combustíveis na Praça da República, em Paris
Franceses protestaram contra o custo de vida e o aumento dos preços dos combustíveis em Paris Stephanie Lecocq/Reuters - 17.10.2026

Carros foram incendiados e lojas saqueadas em Paris neste sábado (17), enquanto a polícia utilizou gás lacrimogêneo e jatos d’água para dispersar manifestantes violentos durante protestos realizados em toda a França.

O gabinete do ministro do Interior, Laurent Nuñez, informou sobre um “número crescente de incidentes violentos” em todo o país, incluindo ataques a policiais, saques e danos a prédios públicos. Ao menos 272 pessoas foram detidas na França, incluindo na capital.

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Na Praça da República, no nordeste de Paris, policiais lançaram gás lacrimogêneo e utilizaram jatos d’água para dispersar pessoas encapuzadas e com máscaras que arremessavam fogos de artifício, paralelepípedos e outros objetos contra os agentes.

Diversas estações de metrô foram fechadas a pedido da polícia, incluindo as localizadas nos arredores da avenida Champs-Élysées e nas proximidades do palácio presidencial, do Parlamento e de repartições públicas.

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Em Lyon, a terceira maior cidade francesa, onde cerca de 20 mil manifestantes participaram da marcha, um incêndio foi registrado dentro de um escritório de turismo. Na cidade portuária de Marselha, no sul do país, lojas e uma delegacia da polícia municipal foram danificadas. Manifestantes também invadiram à força o saguão da prefeitura.

O gabinete de Nuñez também relatou atos de violência praticados por grupos mascarados em Rennes, Toulouse, Montpellier e Grenoble, entre outras cidades.

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O presidente francês, Emmanuel Macron, fez uma advertência neste sábado, após os graves distúrbios ocorridos em várias cidades do país no contexto das manifestações que denunciam a precária situação da educação pública, o alto custo de vida e a violência policial das últimas semanas.

“Não há lugar para a violência em nossa República. Aqueles que causaram destruição, atacaram tanto as prefeituras quanto os comércios e saquearam até mesmo nossas prefeituras serão perseguidos e punidos”, afirmou Macron em uma mensagem publicada nas redes sociais.

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Macron também manifestou seu apoio e o da “nação” às “forças da ordem, garantidoras do direito de se manifestar”. “Permaneceremos unidos diante daqueles que semeiam o caos, que buscam apenas derrubar nossas instituições e impedem que aqueles que expressam pacificamente suas reivindicações possam fazê-lo”, afirmou.

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