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Passeata de camponeses na Cidade do México denuncia mentiras do governo

Internacional|Do R7

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México, 23 jul (EFE).- Dezenas de milhares de membros do Movimento Antorchista Nacional, de origem camponês, se manifestaram nesta quinta-feira na Cidade do México contra o governo central, pois afirmam ter sido "enganadas" por não atender suas reivindicações em educação, justiça e habitação. Às 11h local (13h, em Brasília), meios de comunicação locais reportavam a presença de pelo menos 35 mil manifestantes divididos em vários contingentes que se dirigiam até Los Pinos, residência oficial do presidente do México, Enrique Peña Nieto. Anteriormente, os antorchistas, um movimento com forte presença camponesa, anunciaram que congregariam até 150 mil pessoas, por isso que o número de participantes pode aumentar. "Na próxima quinta-feira, 23 de julho, marcharemos a Los Pinos para pedir que a Secretaria de Governo (Segob), particularmente o subsecretário Luis Miranda, deixe de enganar milhares de mexicanos aos quais ofereceu justiça, educação de qualidade e bem-estar", explicaram em comunicado. A Segob "mente e não cumpre com o que promete para atender graves problemas nos estados de Michoacán (oeste), Estado do México (centro) e Oaxaca (sul)", acrescentou o boletim. Entre os problemas que foram colocados está o de castigar os autores intelectuais do sequestro de Manuel Serrano Vallejo, pai da prefeita antorchista do município de Ixtapaluca, Maricela Serrano, entre os quais está um deputado local do governista Partido Revolucionário Institucional (PRI). Assim como a aplicação em Michoacán do programa "Escola de Tiempo Completo", deter os homicidas de camponeses em Yosoñama, Oaxaca, e resolver os conflitos agrários que ali existem há cinco décadas. Entre suas reivindicações também está que sejam entregues recursos para habitação em pelo menos dez estados do país, que deviam ter sido "entregues desde o ano passado", detalharam. O desdobramento de manifestantes causou um grande caos viário, especialmente em uma das principais artérias da cidade. Esta "magna concentração" representa uma resposta à dependência dos antorchistas, que dizem se sentir enganados porque adiaram em duas ocasiões a concentração esperando chegar a um consenso com o governo que não se concretizou. "O resultado é o mesmo: 'Prometer, assinar e não cumprir'", denunciaram. No começo dos anos 70, impulsionado por um grupo de professores e estudantes da Escola Nacional de Agricultura, o movimento antorchista nasceu em defesa de uma universidade nacionalista cujo propósito fundamental era ajudar o campo e os camponeses mexicanos. EFE mqb/ff (foto)

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