Paz na Ucrânia: acordo é necessário para salvaguardar vidas, defende pesquisador
Segundo Lier Ferreira, a superioridade russa em campo de batalha torna a negociação de um acordo no momento mais vantajosa do que num futuro próximo
Internacional|Do R7
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Apesar da declaração do presidente Volodymyr Zelensky, que disse estar pronto para trabalhar com o governo de Donald Trump, o chefe do Conselho de Segurança e negociador da Ucrânia, Rustem Umerov, disse que o país não aceitará nenhum acordo que arrisque a soberania ucraniana ou a segurança do povo. Ele pediu que os aliados respeitem a posição e afirmou que o diálogo com os Estados Unidos é fundamental, mas que espera respeito dos norte-americanos.
O pesquisador Lier Ferreira avalia com otimismo as movimentações por um acordo de paz no leste europeu. Segundo ele, em entrevista ao Conexão Record News, é preciso reconhecer que as forças ucranianas já não podem mais resistir aos ataques russos, o que torna as negociações no momento mais vantajosas do que em um futuro próximo, “quando as condições poderão ser ainda mais danosas”.

Pelo plano de paz apoiado por Washington, Kiev seria obrigada a renunciar à região de Donbas e reduzir significativamente o exército do país — condições equivalentes à rendição, segundo aliados da Ucrânia. O país receberia “sólidas garantias de segurança”, enquanto a Rússia teria a anexação de territórios reconhecida. O gabinete de Zelensky não comentou diretamente os pontos, mas afirmou ter esclarecido os princípios fundamentais importantes ao povo ucraniano.
“A desproporção de forças entre a Rússia e a Ucrânia é muito grande, e as novíssimas armas que estão sendo implementadas pela Rússia em campo de batalha estão produzindo efeitos muito devastadores no contexto dessa guerra. Não é mais possível submeter os soldados ucranianos a esse tipo de relação tão desigual. Também não é mais possível continuar submetendo a população civil ucraniana a essa relação desigual”, pontua Ferreira.
Ele destaca que é importante manter a soberania ucraniana e reconhecer a Rússia como potência agressora. Que, à luz do direito internacional, o lado russo tem todas as fragilidades. Mas que, do ponto de vista bélico, a posição no campo de batalha é muito mais favorável para o país liderado por Vladimir Putin. “Essa negociação é necessária para salvaguardar as vidas, principalmente as vidas dos soldados e civis ucranianos”, conclui.
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