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Pesquisa indica derrota de Evo Morales em referendo

Bolivianos foram às urnas para decidir se presidente, há 10 anos no poder, pode se reeleger

Internacional|Do R7, com agências internacionais

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Evo Morales pretende se candidatar novamente a presidente em 2019, para ficar no cargo até 2025
Evo Morales pretende se candidatar novamente a presidente em 2019, para ficar no cargo até 2025

O presidente boliviano Evo Morales pode perder o direito de se candidatar mais uma vez ao cargo que ocupa há dez anos. Um referendo, realizado neste domingo (21) no país, decidirá se ele terá direito a concorrer a outra reeleição, em 2019. Pesquisas de boca de urna indicam que o "não" à emenda da Continutição, que permitiria a Morales tentar se manter no poder num quarto mandato, está vencendo o referendo.

A diferença, no entanto, é pequena: a pesquisa, feita pelo Instituto Mori, indica que 51% dos bolivianos são contra à emenda, enquanto 49% concordam que o presidente tente se reeleger.


Emissoras de TV informam que a diferença a favor do "não" é ainda maior: seria de 52% a 47%. 

De acordo com os primeiros resultados oficiais, divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral, a rejeição à proposta, que manteria Morales na Presidência até 2025, tem 66% dos votos apurados.


Cerca de 6,5 milhões de bolivianos saíram às ruas, no país e no exterior, para dar seu voto ao referendo, que define a modificação ou não do artigo 168 da Constituição de 2009. 

A desaceleração da economia e denúncias sobre uma ex-namorada prejudicaram as pretensões do presidente, em meio a um clima de tensão gerado recentemente pela violência e acusações de abuso de poder.


Equilíbrio

As principais pesquisas mostravam um equilíbrio entre a intenção de voto, porém ressaltam que ainda haviam muitos indecisos que poderiam votar contra ou a favor de uma reforma que permitiria a Morales governar o país novamente, de 2020 a 2025. 


Morales é filmado mandando assessor amarrar seu sapato 

"Parece que esta será uma disputa muito mais acirrada do que qualquer outra que Evo Morales tenha enfrentado desde que ganhou a Presidência, em 2006", disse à Reuters John Crabtree, especialista em política boliviana da Universidade de Oxford.

Após tomar posse em 2006, o líder de centro-esquerda conduziu um programa econômico de sucesso baseado na exploração de recursos energéticos do país, principalmente o gás, o que permitiu um forte crescimento da atividade econômica e a diminuição da pobreza.

Mas a popularidade do presidente, que venceu a eleição do ano passado com 61% dos votos, foi afetada recentemente por uma denúncia de tráfico de influência e a morte de seis funcionários durante um incêndio criminoso na Prefeitura de El Alto. 

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