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Por que a China está construindo ilha artificial capaz de resistir a explosões nucleares

Estrutura terá capacidade para abrigar 238 pessoas por até 4 meses sem reabastecimento

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A China está expandindo ilhas artificiais como parte de sua estratégia geopolítica e militar.
  • Um dos projetos inclui uma plataforma semi-submersível capaz de resistir a explosões nucleares.
  • Essas estruturas visam reforçar a presença da China no Mar do Sul, área contestada por outros países da região.
  • Analistas afirmam que essas bases militares podem ampliar significativamente a projeção de poder da China nos oceanos disputados.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Plataforma semissubmersível de casco duplo é considerada a primeira 'ilha artificial móvel e autossustentável' do mundo Reprodução/Global Times

A China está expandindo suas ilhas artificiais como parte de uma estratégia geopolítica e militar. Entre os projetos em desenvolvimento, destaca-se uma estrutura projetada para resistir a explosões nucleares.

Nas últimas décadas, o país construiu ao menos três ilhas artificiais, além de pistas de pouso e instalações militares em áreas disputadas no Mar do Sul da China, por meio de projetos de recuperação de terras. Essas estruturas foram erguidas a partir da dragagem de areia sobre recifes, que posteriormente foram concretados para se tornarem permanentes.


Pequim, por sua vez, reivindica cerca de 90% do Mar do Sul da China, incluindo áreas também contestadas por países do Sudeste Asiático. Especialistas afirmam que a estratégia de construção de ilhas artificiais tem como objetivo permitir que embarcações de fiscalização e da Marinha patrulhem diariamente áreas a cerca de 1.850 km da costa chinesa, reforçando a presença diante de outras nações da região.

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Segundo o The New York Times, o projeto mais recente é ainda mais ambicioso: uma plataforma semissubmersível de casco duplo, com 78 mil toneladas, considerada a primeira “ilha artificial móvel e autossustentável” do mundo.


Com deslocamento comparável ao do porta-aviões Fujian da Marinha do Exército de Libertação Popular e capacidade para abrigar 238 pessoas por até 4 meses sem reabastecimento, a instalação poderá ampliar significativamente a projeção de poder em oceanos disputados quando entrar em operação em 2028.

O projeto também será capaz de resistir a explosões nucleares, aponta a publicação. Para isso, utilizará painéis de “metamateriais” capazes de converter impactos extremos em compressões mais controladas, segundo pesquisadores envolvidos no desenvolvimento e que foram citados pelo jornal americano.


Investimento em ilha próxima ao Vietnã

Segundo o The New York Times, a China também está construindo uma ilha em águas disputadas próximas ao Vietnã, o que reforça sua presença em uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo.

Analistas citados pelo NYT avaliam que, devido à sua escala e expansão contínua, a estrutura pode se tornar um dos principais postos militares chineses na região, com pistas de pouso, radares, sistemas de guerra eletrônica e instalações de mísseis. Essas bases ampliariam o alcance operacional da Marinha e da Força Aérea chinesas, além de oferecer apoio à Guarda Costeira e a embarcações civis usadas para reforçar a presença do país no mar.


O jornal também destaca que especialistas consideram surpreendente a retomada dessas obras, já que a China havia desacelerado grandes projetos de ilhas artificiais após uma intensa campanha entre 2013 e 2017, quando construiu ou expandiu mais de 20 instalações militares no Mar do Sul da China.

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