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Poroshenko acusa rebeldes de lançarem mísseis contra sede do Estado-Maior

Internacional|Do R7

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(Atualiza o número de mortos). Kiev, 10 fev (EFE).- O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, acusou nesta terça-feira as milícias pró-Rússia de atacarem com mísseis tornado a sede do Estado-Maior das forças governamentais enviadas ao leste do país. "Foi atacado nosso Estado-Maior em Kramatorsk (região de Donetsk) com plataformas de lançamento de mísseis tornado", denunciou Poroshenko durante discurso no parlamento ucraniano há cerca de três horas. De acordo com o presidente, que citou informações do Ministério do Interior do país, um segundo ataque de mísseis dos rebeldes caiu em uma zona residencial de Donetsk, onde cinco pessoas morreram e outras 20 ficaram feridas, entre elas soldados e civis. No total, 15 mísseis alcançaram a cidade, alguns dos quais não explodiram ao cair em plena rua e foram fotografados pelos moradores que postaram as imagens nas redes sociais. Um dos mísseis atingiu um aeroporto militar, incendiando o local e afetando outros edifícios e lojas próximas. Outro caiu perto de um shopping de Kramatorsk, antigo reduto pró-Rússia tomado em meados de 2014 pelas forças leais a Kiev. Testemunhas confirmaram à imprensa local o impacto de vários mísseis sobre a cidade, onde estão mobilizados soldados que não participam dos combates contra os insurgentes. A acusação do presidente ucraniano foi rejeitada categoricamente pelos rebeldes, que teriam disparado supostamente a partir de Gorlovka. "Não atacamos Kramatorsk. Nós não disparamos contra as cidades onde está a população civil, ao contrário da Ucrânia. Isto é uma provocação", informou um porta-voz insurgente. O porta-voz afirmou que Kramatorsk está fora do alcance das plataformas de mísseis em poder dos rebeldes, que não teriam como atingir a cidade a partir das atuais posições por causa de limitações técnicas. Por outro lado, o Ministério da Defesa da Ucrânia informou hoje que as forças governamentais ainda controlam à cidade de Debaltseve, depois de os insurgentes terem anunciado que cercaram no local quase 6 mil militares ucranianos. Os combates coincidem com o reatamento das negociações entre Kiev e os separatistas com mediação de Moscou e da Organização de Segurança e Cooperação na Europa (OSCE). O encontro é considerado uma etapa prévia à reunião que será realizada amanhã na capital da Bielorrússia entre os líderes da Ucrânia, Rússia, Alemanha e França para conseguir uma solução duradoura para o conflito no leste ucraniano. EFE bk-io-bsi/cdr

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