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Potências devem pressionar Irã a mudar política genocida anti-Israel, diz Netanyahu

Internacional|Do R7

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WASHINGTON, 8 Dez (Reuters) - O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou neste domingo que os Estados Unidos e as outras potências mundiais devem pressionar o Irã a abrir mão do que ele chama de política genocida anti-Israel como parte do acordo nuclear com Teerã.

Netanyahu alertou a comunidade internacional das intenções do Irã e endossou seu ceticismo em relação ao acordo preliminar assinado com o governo iraniano no último mês em Genebra, insistindo que qualquer contrato daqui em diante deve determinar o "o fim do programa nuclear militar do Irã".

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Em discurso via satélite de Jerusalém para um fórum de política externa em Washington, Netanyahu ainda fez mais ressalvas.

"Não há nada definido ainda. O Irã ainda está perigosamente perto de atravessar essa barreira nuclear."

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O premiê de Israel falou um dia depois que o presidente norte-americano, Barack Obama, no mesmo fórum, ter defendido ações diplomáticas para com o Irã, mas procurou tranquilizar os israelenses ao garantir sanções mais rígidas ou até mesmo um ataque militar a Teerã caso não seja respeitado o pacto.

Netanyahu, que chamou o acordo de seis meses assinado no dia 24 de novembro de um "erro histórico", evitou críticas diretas à relação diplomática de Obama com o Irã, repetindo a postura que teve durante visita do secretário de Estado norte-americano, John Kerry, a Israel na última semana.

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O "durão" primeiro-ministro israelense acrescentou um novo capítulo à sua campanha anti-Irã, e agora pediu às autoridades mundiais que fiquem atentos às concessões do Irã na próxima rodada de negociações.

"É um regime cujo comprometimento é com a nossa destruição e acredito que deve haver uma inequívoca e certeira campanha pressionando o Irã a mudar sua política genocida", disse Netanyahu para uma plateia composta, majoritariamente, por aliados israelenses. "Isso é o mínimo que a comunidade internacional deve fazer."

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Netanyahu acusou o Irã de fornecer centenas de foguetes e armamento a grupos islâmicos anti-israelenses, que ele chamou de "dublês de terroristas" em Teerã.

Ele ainda citou um comentário recente do líder iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, que chamou Israel de o "cão raivoso" do Oriente Médio.

No entanto, o novo presidente iraniano, Hassan Rouhani, um político moderado, tem evitado o estilo retórico e polêmico de seu antecessor, Mahmoud Ahmadinejad, ao tratar com líderes do Ocidente. Ele tem, até mesmo, negado a intenção do Irã de desenvolver uma bomba atômica, apesar das suspeitas de Israel e do Ocidente apontando o oposto.

(Por Matt Spetalnick)

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