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Prefeito se recusa a celebrar casamento gay na França

Político se disse "desconfortável" sobre colocar em prática lei que considera "ilegítima"

Internacional|Do R7

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Um prefeito de direita dos Pirineus Atlânticos anunciou ter se recusado a realizar o casamento de um casal homossexual ao considerar que a nova lei do casamento para todos é "ilegítima", uma decisão seguida por todos os seus funcionários.

Jean-Michel Colo, prefeito do vilarejo de Arcangues há 31 anos, declarou ao Jornal do País Basco esta decisão, que também foi confirmada à AFP.

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"De fato recebi um pedido, mas informamos que não iríamos celebrar nenhum casamento gay em Arcangues", disse ao jornal. "Cada um faz o que quer quando fecha a porta de seu quarto, mas se me perguntam como prefeito se eu apoio esta situação, diria que me sinto desconfortável", indicou à AFP.

Ele informou ter recusado um pedido apresentado no final de maio por um casal de homens.

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Jean-Michel Colo, de 60 anos, disse que seus seis deputados aprovaram sua posição, e que ele escreveu para a autoridade regional informando que a sua prefeitura não daria prosseguimento "aos atos de estado civil", uma medida que, segundo ele, é permitida pelo código das coletividades locais.

Tecnicamente, segundo ele, não se trata, portanto, de se recusar a cumprir a lei, mas de uma não-aplicação de todos os poderes do executivo municipal em matéria de estado civil.

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Em contrapartida, nos termos do Código Penal, um prefeito pode ser condenado por discriminação em caso de queixa e pode ser condenado a até três anos de prisão e a pagar quase R$ 130 mil de multa.

A decisão foi contestada pela associação local para a defesa dos direitos homossexuais Bascos. "A lei deve ser aplicada em todo o país", disse à AFP Benat Gachen, presidente da Bascos.

A associação também anunciou que iria escrever aos ministros do Interior Manuel Valls e da Justiça Christiane Taubira.

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