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Premiê de Israel critica países por não se manifestarem contra declarações do Hamas

Governo israelense reiterou que deverá continuar a defender seus interesses na região

Internacional|Do R7, com EFE

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Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelense, celebra feriado judaico de Hanukkah em Jerusalém
Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelense, celebra feriado judaico de Hanukkah em Jerusalém

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, defendeu a polêmica construção na zona E1 da Cisjordânia, condenada nesta segunda-feira (10) pela UE (União Europeia), e acusou o mundo de utilizar dois pesos e duas medidas ao criticar os assentamentos judaicos enquanto não se manifesta perante as chamadas do Hamas de destruir Israel.

Em seu encontro anual com a imprensa estrangeira credenciada em Israel, Netanyahu perguntou "onde estão as resoluções da ONU quando o líder do Hamas fala abertamente em destruir Israel", em referência às declarações de Khaled Meshaal, nas quais defendeu "libertar toda Palestina" desde o Rio Jordão até o Mediterrâneo.

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"Não podemos aceitar que enquanto os judeus constroem casas, o mundo seja contra, e quando o Hamas chama à destruição de Israel, todo mundo se cala", disse o primeiro-ministro em referência à condenação da comunidade internacional aos recentes anúncios de construção de novas colônias israelenses.

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Perante esse cenário, o chefe do Executivo afirmou que Israel "continuará defendendo sua segurança e seus interesses" e reafirmou seus planos de construir na polêmica área E1, entre o grande assentamento judaico de Ma'ale Adumin e Jerusalém Oriental, aos quais a UE se opôs "firmemente" e que também recebeu condenação dos Estados Unidos.

Segundo Netanyahu, todos os governos israelenses trataram de construir nessa área e "é algo aceito por todos, inclusive pelos próprios palestinos", porque essas zonas "ficarão como parte de Israel em qualquer acordo final de paz".

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Nesse sentido, afirmou que se trata de uma "política de continuidade" com relação aos executivos anteriores e negou que a construção nessas zonas impeça a viabilidade de um futuro Estado palestino.

O primeiro-ministro reafirmou que a resolução da ONU que aprovou o reconhecimento da Palestina como Estado observador não membro "ignora a segurança de Israel", ao mesmo tempo que acusou os palestinos de terem "evitado" negociar a paz nos últimos anos. Segundo sua opinião, os palestinos têm evitado o diálogo com Israel "colocando condições anos após anos" e a iniciativa da ONU é "o passo seguinte para evitar a negociação".

"Lamento que tenham desperdiçado os últimos quatro anos e espero que não desperdicem os próximos", disse. Com relação à questão iraniana, Netanyahu assegurou que, em seus últimos quatro anos de governo, "aumentou a consciência geral de que o Irã é uma ameaça que o mundo não pode permitir".

"O Irã está mais perto de conseguir a bomba atômica e não há dúvidas de que este será o maior desafio para ser enfrentado no próximo ano", advertiu.

O primeiro-ministro destacou que Israel tem cinco desafios de segurança pela frente: prevenir um Irã nuclear, enfrentar a ameaça dos mísseis do Hamas em Gaza e do Hezbollah no sul do Líbano, a guerra na Síria, assegurar suas fronteiras e "avançar em direção a uma paz segura".

Netanyahu afirmou que a milícia xiita libanesa Hezbollah possui atualmente 6.000 foguetes e mísseis, quatro vezes mais do que tinham durante a segunda guerra do Líbano em 2006, enquanto que o Hamas tem ainda cerca de 5.000, apesar de ter perdido metade de seu arsenal na operação israelense "Pilar Defensivo" na Faixa de Gaza, concluída em 21 de novembro.

Além disso, o primeiro-ministro ressaltou que, durante essa operação, o sistema defensivo antimísseis israelense "Iron Dome" (Cúpula de Ferro) "demonstrou sua efetividade" e anunciou que nos próximos anos aumentará consideravelmente o investimento de seu país neste e em outros sistemas de defesa.

O comparecimento perante a imprensa estrangeira nesta segunda-feira coincidiu com a publicação de uma enquete no jornal israelense Ha'aretz, na qual 81% dos israelenses consideraram que Netanyahu será reeleito após as eleições gerais do próximo dia 22 de janeiro.

Dos participantes da enquete, 64% disseram que Netanyahu é a pessoa mais indicada para liderar o próximo Executivo, enquanto apenas 17% preferem a presidente do Partido Trabalhista, Shely Yajimovich.

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