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Príncipe Harry diz ter matado insurgentes no Afeganistão

Internacional|Do R7

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Por Michael Holden

LONDRES, 21 Jan (Reuters) - O príncipe Harry, da Grã-Bretanha, disse ter matado insurgentes no Afeganistão durante a sua segunda passagem pelo país como militar, responsável pela artilharia em helicópteros de combate Apache.

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O neto da rainha Elizabeth, de 28 anos, terceiro na linha de sucessão do trono, volta nesta semana a Londres depois de 20 semanas servindo numa base das forças da Otan na província de Helmand, no sul do Afeganistão.

Questionado sobre se tinha matado insurgentes nesse período, ele disse: "É, assim, muita gente . Sim, disparamos quando precisamos, tiramos uma vida para salvar uma vida, mas essencialmente somos muito mais uma dissuasão do que qualquer outra coisa."

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"Se tem gente tentando fazer malvadeza com os nossos caras, então vamos tirá-los do jogo, suponho", declarou o filho caçula do príncipe Charles com a falecida princesa Diana, numa das várias entrevistas divulgadas à imprensa.

O Taliban havia anunciado a intenção de sequestrar ou matar Harry durante sua temporada no país, e um comandante insurgente afegão o descreveu como um "chacal" bêbado, disposto a matar afegãos inocentes.

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A base dele, o Camp Bastion, foi atacada no dia do aniversário dele, em setembro, mas não ficou claro se o príncipe era o alvo dessa ação do Taliban, que resultou na morte de dois marines dos EUA. O incidente ocorreu numa época de grande indignação no mundo islâmico por causa de um filme semiamador norte-americano que ironizava o profeta Maomé.

O capitão Harry de Gales, como é conhecido nas Forças Armadas, foi enviado ao Afeganistão quatro meses atrás, logo depois da divulgação de fotos em que ele e uma moça apareciam nus num quarto de hotel em Las Vegas.

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Sobre aquele incidente, Harry disse que "provavelmente me decepcionei, decepcionei minha família e decepcionei outras pessoas". "Mas foi provavelmente um clássico exemplo de eu sendo demasiadamente do Exército, e não suficientemente um príncipe."

Como copiloto dos helicópteros Apache, Harry era encarregado de manusear as armas em ações de apoio a militares em terra, ou acompanhando outras aeronaves em missões para a retirada de mortos e feridos.

Mas ele disse que matar inimigos não foi o que o motivou a se tornar o operador de artilharia. "Não foi essa a razão pela qual decidir fazer esse trabalho. A razão era voltar para cá", disse ele.

Harry já havia servido como soldado na linha de frente de Helmand por dez semanas em 2007 e 2008, mas aquela sua passagem pelo Afeganistão foi abreviada depois que a imprensa revelou sua presença, causando riscos a ele e a seus colegas.

Desta vez, a imprensa foi autorizada a dizer apenas que ele estava servindo no Afeganistão novamente, mas sem dar detalhes.

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