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‘Profunda falha moral’, diz Israel sobre decisão do Brasil de apoiar África do Sul

Itamaraty anunciou nesta quarta entrada de ação formal contra o país por genocídio

Internacional|Do R7

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RESUMO DA NOTÍCIA

  • Israel critica decisão do Brasil de apoiar ação contra o país na ONU por genocídio.
  • Ministério das Relações Exteriores israelense classifica medida como "profunda falha moral".
  • Embaixada de Israel no Brasil lamenta e critica declarações do governo brasileiro.
  • Diversas entidades no Brasil consideram a decisão "equivocada" e apontam falta de propostas concretas para diálogo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ministério das Relações Exteriores de Israel emitiu nota repudiando atitude do governo brasileiro Foto: Israeli Army/AFP

O Ministério das Relações Exteriores de Israel emitiu uma nota nesta quinta-feira (24) reagindo ao anúncio do Brasil sobre submeter uma ação formal no processo movido pela África do Sul com base na Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio.

O processo está em curso na Corte Internacional de Justiça da ONU (Organização das Nações Unidas).


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A decisão do Brasil de se juntar à ofensiva jurídica contra Israel “é uma demonstração de uma profunda falha moral”, diz o texto do governo israelense.

“Se voltar contra o Estado judeu e abandonar o consenso global contra o antissemitismo é imprudente e vergonhoso”, destaca, afirmando que Israel luta por sua própria existência.


Repercussão

A Embaixada de Israel no Brasil lamentou a medida do governo e criticou a declaração que usou “palavras duras que não retratam plenamente a realidade”.

Diversas entidades se manifestaram contra a decisão do Brasil após o anúncio oficial. A Conib (Confederação Israelita do Brasil) chamou de “equivocada” e disse que política externa brasileira abandonou a tradição de equilíbrio e moderação.


A doutora em Relações Internacional e assessora do IBI (Instituto Brasil Israel), Karina Calandrin, avalia que o comunicado do Brasil não apresenta propostas concretas para a retomada do diálogo, limitando-se a reiterar denúncias e apoios institucionais.

“O mesmo governo que denuncia os impactos devastadores da ofensiva militar israelense em Gaza, permanece em silêncio diante de violações semelhantes cometidas por outros Estados, inclusive parceiros estratégicos, como a Rússia na Ucrânia, a Síria sob o regime de Bashar al-Assad”, diz Calandrin.

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