Protestos contra o governo na Etiópia deixaram 67 mortos
Informação foi confirmada pela Anistia Internacional, sendo cinco policias e 62 civis, mas ainda não foram contabilizados os mortos de outras regiões
Internacional|Da EFE

Protestos contra o governo realizados em diversos pontos da Etiópia deixaram pelo menos 67 mortos desde a última quarta-feira, segundo informações divulgadas neste sábado pela Anistia Internacional (AY).
"São números oficiais, de fontes policiais, da autoridade máxima nesse assunto", revelou à Agência Efe o investigador para o país africano da AY, Fisseha Tekle, que está em Adis Abeba.
O próprio chefe da Polícia da região de Oromia, no centro da Etiópia, Kefyalew Tefera, afirmou que o número de mortos chegada a 67, sendo cinco agentes da corporação e 62 civis.
Segundo o representante da Anistia Internacional, no entanto, ainda há, em algumas áreas, "focos de violência interétnica e há pessoas feridas gravemente", o que ainda pode aumentar a quantidade de vítimas.
Os protestos começaram na noite de terça-feira, depois que o ativista Jawar Mohammed reuniu milhares de pessoas na frente de sua casa, em Adis Abeba, após afirmar publicamente que a polícia local planejava um ataque contra ele.
A polícia local, por sua vez, desmentiu qualquer complô, apesar de admitir que havia pedido a retirada da escolta do ativista, após avaliar que a segurança de Mohammed deveria ser privada.
A partir da denúncia do ativista, crítico do governo do primeiro-ministro, Abiy Ahmed, grupos começaram a bloquear rodovias em diferentes regiões do país, e entraram em choque com partidários e defensores do vencedor do Prêmio Nobel da Paz deste ano.
Em várias partes do país, segundo a Anistia Internacional, agentes das forças de segurança etíope abriram fogo contra manifestantes. A organização, inclusive, pediu uma investigação das autoridades locais sobre o uso excessivo da força contra o público.
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