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Putin diz que América Latina é "chave" para Rússia e descarta Argentina nos Brics

Para ele, a independência política da América Latina é fundamental para a política externa russa

Internacional|Do R7

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Putin fez um pronunciamento antes de embarcar para Cuba
Putin fez um pronunciamento antes de embarcar para Cuba

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse que a cooperação com uma América Latina "forte" e "politicamente independente" é "fundamental" para a política externa de seu país, mas descartou uma entrada da Argentina no grupo dos Brics, segundo afirmou em entrevista divulgada nesta sexta-feira (11) pela imprensa de Cuba.

"A cooperação com os estados da América Latina é hoje uma das principais direções e de muitas perspectivas na política externa da Rússia", afirmou Putin em entrevista à agência cubana "Prensa Latina" reproduzidas pelo jornal oficial "Granma".

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Na entrevista, concedida em Moscou antes de viajar para Havana, onde iniciou hoje seu tour pela América Latina, Putin ressaltou que a Rússia espera "aumentar a interação econômica e comercial" na região com ênfase em "seu componente de investimento".

Entre as áreas de interesse para a cooperação, mencionou concretamente o setor de petróleo, gás, energia nuclear e hidráulica, construção e tecnologia da informação. "Estamos interessados em uma América Latina unida, forte, economicamente sustentável e politicamente independente, que está se transformando em uma parte importante do mundo multipolarizado e emergente", disse.

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O presidente da Rússia chegou na madrugada desta sexta-feira em Cuba para uma visita de um dia, como parte de seu giro pela América Latina, que também o levará para Argentina e Brasil, onde participará da sexta cúpula do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que será realizado nos dias 15 e 16 de julho em Brasília e Fortaleza.

Raúl Castro e Vladimir Putin se reúnem no Palácio da Revolução de Havana

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"A Rússia valoriza o desejo do governo argentino de se unir aos Brics", disse Putin, mas acrescentou que, "no entanto, a questão de aumentar o número de seus membros por enquanto não está em questão".

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"Primeiro se devem otimizar todos os vários formatos da cooperação estabelecidos no grupo. Não há critérios rigorosos para que um Estado se uma aos Brics. A decisão se toma individualmente", explicou.

Nesse sentido, afirmou que "é bastante possível estabelecer relações de aliança estratégica" em política internacional, economia e finanças entre os Brics e a Argentina, que participará como convidada da reunião do grupo no Brasil. Ao se referir às relações entre Moscou e Buenos Aires, Putin destacou seu "apreço" pelo "diálogo construtivo e de confiança" com a presidente argentina, Cristina Kirchner, e antecipou que a Rússia dará "atenção especial à intensificação da cooperação tecnológica e de investimento, especialmente nos setores de energia, energia atômica e maquinaria".

"A cooperação na Antártida parece promissora. Penso debater todas essas questões durante as negociações com a presidente Cristina Kirchner", afirmou.

O chefe do Kremlin, que visitou Cuba no ano 2000, iniciará sua agenda no país caribenho com a realização de uma oferenda floral diante do Mausoléu ao Soldado Internacionalista Soviético e, posteriormente, visitará o líder da revolução cubana, Fidel Castro, de 87 anos e que se retirou do poder em 2006.

Putin se reunirá também com o presidente Raúl Castro no Palácio da Revolução, em Havana, onde os governos russo e cubano assinarão um pacote de dez acordos, que envolve a parceria nos âmbitos da cultura, indústria, comércio e saúde. 

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