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Putin diz ser contra mudança na lei antidroga após caso de jornalista

Presidente russo pediu por mais controle sobre as unidades do Ministério do Interior responsáveis por lutar contra o tráfico de drogas

Internacional|Da EFE

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'Por isso comandantes foram demitidos', afirmou Putin
'Por isso comandantes foram demitidos', afirmou Putin

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, se opôs categoricamente nesta quinta-feira (20) à liberalização das leis que castigam a posse e o consumo de drogas, mas disse querer mais controle sobre os agentes da polícia antinarcóticos para evitar falsificações de provas como no caso do jornalista Ivan Golunov.

"É necessário liberalizar esta esfera de atividades? Na minha opinião, não, porque é uma ameaça grande demais para o país, para a nação, para todo o povo", disse Putin durante sua tradicional sessão de perguntas e respostas com os cidadãos russos chamada Linha Direta.


Para o governante russo, qualquer pessoa que armazene e trafique drogas deve responder por isso.

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Nesse sentido, reconheceu que na Rússia há uma grande quantidade de pessoas condenadas por causas deste tipo, já que se trata de 26% da população penal russa.


No entanto, fez um pedido especial por mais controle sobre as unidades do Ministério do Interior responsáveis por lutar contra o tráfico de drogas, depois que vários policiais plantaram provas para incriminar o jornalista investigativo Ivan Golunov por posse de drogas.

"É necessário criar no sistema de segurança interno do Ministério do Interior uma direção especial que controle estas atividades. O Serviço Federal de Segurança da Rússia também deveria trabalhar mais de perto nisto", opinou Putin.


O presidente russo, que na semana passada destituiu dois generais da polícia devido ao caso Golunov, pediu que se evite que os agentes da ordem cometam crimes deste tipo e encarcerem pessoas para melhorar as estatísticas ou ganhar pontos.

"Por isso até comandantes foram demitidos. Espero que sejam feitas todas as investigações necessárias para identificar todos os responsáveis de ter criado esta situação anormal", completou Putin.


Golunov foi detido no último dia 6 de junho depois que a polícia declarou ter encontrado drogas na sua mochila e em sua casa, uma acusação que gerou uma mobilização sem precedentes na imprensa russa contra a arbitrariedade policial.

O repórter se declarou inocente e vinculou a perseguição policial com sua atividade profissional, dizendo que recebeu ameaças em várias ocasiões.

Golunov foi libertado sem acusações depois que o ministro do Interior, Vladimir Kolokoltsev, reconheceu a ausência de provas que confirmassem a culpa do jornalista, um dos mais críticos ao Kremlin.

Nos últimos anos, pelo menos oito jornalistas e ativistas russos foram detidos pelas mesmas acusações feitas contra Golunov.

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