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Quem é a apresentadora de TV condenada à morte por tráfico de drogas no Egito

Advogado de Sarah Khalifa afirmou que ela pretende recorrer da condenação

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A apresentadora egípcia Sarah Khalifa foi condenada à morte por enforcamento por acusações de fabricação e tráfico de drogas.
  • Khalifa foi condenada junto com outros 11 réus, acusados de integrar uma organização criminosa que importava materiais para produzir drogas.
  • Durante as investigações, mais de 750 kg de narcóticos foram apreendidos, e Khalifa negou envolvimento com o esquema.
  • O advogado de Khalifa afirmou que ela pretende recorrer da condenação.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Sarah Khalifa apresenta programa voltado à criminalidade e à segurança no Egito Reprodução/Instagram/@sara_khaliifa

A apresentadora egípcia Sarah Khalifa, de 39 anos, foi condenada à morte por enforcamento por um tribunal do Cairo, em um processo envolvendo acusações de fabricação e tráfico de drogas. Conhecida por comandar o programa “Missão Impossível”, voltado a temas relacionados à criminalidade e à segurança no Egito, ela também é proprietária de uma clínica de cirurgia estética e de uma empresa de organização de festas e eventos.

Khalifa foi condenada junto com outros 11 réus, considerados integrantes de uma organização criminosa. Segundo o jornal estatal egípcio Al-Ahram, o grupo era acusado de importar materiais utilizados na fabricação de entorpecentes com o objetivo de produzir drogas para venda. Os acusados também teriam mantido armas de fogo e munições sem autorização.


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Durante as investigações, as autoridades apreenderam mais de 750 kg de narcóticos e matérias-primas utilizadas na produção de drogas. Dois apartamentos também teriam sido usados como laboratórios para a fabricação dos entorpecentes.

A acusação apresentou 20 testemunhas e provas eletrônicas, incluindo conversas e vídeos. Khalifa, porém, negou qualquer envolvimento com o esquema.


Já o jornal Akhbar al-Youm apontou que, durante uma audiência realizada em setembro do ano passado, a apresentadora afirmou ao juiz que nunca havia visto drogas antes de ser fotografada com os entorpecentes dentro das instalações da autoridade antidrogas.

O advogado de Khalifa afirmou que ela pretende recorrer da condenação, segundo divulgado pela BBC. A sentença de morte havia sido anunciada inicialmente no mês passado, mas só foi confirmada após o tribunal receber um parecer religioso do Grande Mufti do Egito, procedimento exigido pela legislação do país em casos que envolvem pena capital.


Além dos 12 condenados à morte, outros nove réus receberam prisão perpétua e sete foram absolvidos. Em um processo separado, Khalifa e os demais acusados também receberam penas de cinco anos de prisão por um caso envolvendo o sequestro e a agressão de um jovem.

O caso ocorre em um país que mantém a pena de morte para determinados crimes, incluindo homicídio premeditado, terrorismo e algumas formas de estupro e tráfico de drogas. Segundo a Anistia Internacional, houve 492 condenações à morte no Egito em 2025, das quais 23 foram executadas.

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