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Quem é Laura Fernández, eleita presidente da Costa Rica

Posse da candidato do direitista Partido Povo Soberano será em 8 de maio

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Laura Fernández, do Partido Povo Soberano, venceu as eleições presidenciais na Costa Rica no primeiro turno.
  • Ela será a segunda mulher a governar o país, com posse marcada para 8 de maio.
  • Fernández promete dar continuidade ao governo de Rodrigo Chaves e focar no combate ao narcotráfico.
  • Suas propostas incluem o endurecimento das penas contra o crime organizado.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Laura Fernández é uma mulher branca e loira. Ela veste uma roupa branca e sorri. Está em frente a um painel azul.
Laura Fernández será a segunda mulher a governar a Costa Rica Reprodução/Instagram/@laura_fernandez_delgado

Laura Fernández, do direitista Partido Povo Soberano, venceu no primeiro turno as eleições presidenciais na Costa Rica. Com o feito, a politóloga, de 39 anos, se tornará a segunda mulher a governar o país. A posse está marcada para 8 de maio.

Com mais de 90% das urnas apuradas, a candidata obteve 48,3% dos votos. A marca a deixou à frente do social-democrata Álvaro Ramos, candidato do Partido da Libertação Nacional, com 33,3%.


Ex-ministra da Presidência e do Planejamento, Fernández ressaltou ao longo de sua campanha que daria continuidade ao governo do presidente Rodrigo Chaves. A posição foi reafirmada no seu discurso vitória, com ela mantendo o compromisso de consolidar projetos iniciados pela gestão atual.

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Quem é Laura Fernández?

Laura Virginia Fernández Delgado nasceu em Puntarenas, na costa do Pacífico da Costa Rica, em julho de 1986.


Formada em política pública e governabilidade democrática pela Universidade da Costa Rica, foi, entre 2008 a 2010, consultora do Programa de Reforma do Estado do Ministério do Planejamento Nacional e da Política Econômica.

Se tornou funcionária pública do Ministério em 2010 e assessora de Modernização e Despacho até 2014, quando deixou o cargo para se tornar assessora da Assembleia Legislativa em assuntos relacionados a gastos públicos, finanças, receitas e reformas governamentais.


Em 2018, tornou-se pesquisadora do Ministério do Planejamento Nacional e Política Econômica, atuando em temas como cooperação governamental, emprego público e reforma administrativa. No mesmo ano, chegou a ser cotada como uma das candidatas a vice-presidente de Mario Redondo.

Entre 2020 e 2021, foi diretora de planejamento estratégico do município de Cartago, antes de retomar sua função como pesquisadora do Ministério do Planejamento Nacional e Política Econômica.


Já em 8 de maio de 2022, foi nomeada pelo presidente Rodrigo Chaves como ministra do Planejamento Nacional e Política Econômica. Em 2024, se tornou ministra da Presidência.

Renunciou aos seus cargos ministeriais em janeiro do ano passado, possibilitando que pudesse concorrer às eleições presidenciais. A candidatura foi anunciada em 29 de julho.

Durante a campanha, prometeu dar continuidade ao governo de Chaves. Em seu discurso de vitória, reafirmou o compromisso com os projetos iniciados pela atual administração.

Fernández conquistou forte apoio com sua promessa de combate ao narcotráfico. O tema preocupa o país que, já considerado um dos mais seguros da região.

Segundo dados compilados pelo Organismo de Investigação Judicial (OIJ), 2025 foi o terceiro ano mais violento já registrado no país, com uma taxa de homicídios dolosos de 16,7 por 100 mil habitantes. O resultado é atribuído pelo governo ao narcotráfico e aos confrontos entre grupos criminosos.

A presidente eleita, por sua vez, propõe suspender garantias individuais em áreas específicas para capturar criminosos ligados ao narcotráfico, medida que gerou críticas da oposição.

Além disso, tem como uma de suas propostas o endurecimento das penas contra o crime organizado e a continuidade da construção de um presídio de segurança máxima inspirado em modelos internacionais, como o implementado em El Salvador pelo presidente Nayib Bukele.

A posse fará de Fernández a segunda mulher a governar a Costa Rica, país de 5,2 milhões de habitantes e um dos mais estáveis da região. A primeira foi Laura Chinchilla, que também venceu em primeiro turno e esteve à frente do país entre 2010 e 2014.

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