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Quem é Nidal Hasan, militar que teve execução por fuzilamento autorizada por Trump

Decisão pode marcar a primeira morte de um ex-integrante do Exército dos EUA por fuzilamento no país desde a Segunda Guerra Mundial

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Donald Trump autorizou a execução do ex-major Nidal Hasan, condenado pelo ataque de 2009 em Fort Hood, Texas.
  • Hasan, psiquiatra do Exército, matou 13 soldados e feriu 32, manifestando oposição às guerras dos EUA.
  • O julgamento em 2013 resultou na recomendação unânime da pena de morte, sendo a execução marcada para 3 de dezembro.
  • A execução por pelotão de fuzilamento é rara e, se realizada, será a primeira desse tipo nas Forças Armadas desde a Segunda Guerra Mundial.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Nidal Hasan foi condenado pela morte de 13 soldados durante um ataque em 2009 Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou a execução do ex-major Nidal Hasan, condenado pela morte de 13 soldados no ataque ocorrido em 2009 na base militar de Fort Hood, no Texas. O militar será executado por um pelotão de fuzilamento, em uma decisão que pode marcar a primeira execução desse tipo nas Forças Armadas americanas desde a Segunda Guerra Mundial.

A execução de Hasan está prevista para 3 de dezembro, às 14h, no horário do leste dos Estados Unidos, em Fort Hood. A recomendação foi feita pelo secretário de Guerra, Pete Hegseth, e posteriormente aprovada por Trump.

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Quem é Nidal Hasan?

Hasan era major e atuava como psiquiatra do Exército americano. Nascido nos Estados Unidos e de família de origem palestina, ele construiu carreira na área médica das Forças Armadas antes de ser condenado pelo ataque.

Em 2009, Hasan estava ligado ao atendimento de militares e se preparava para uma possível transferência para o Afeganistão. Durante o período anterior ao massacre, manifestou oposição às guerras conduzidas pelos Estados Unidos e às operações militares no exterior.

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Em 5 de novembro daquele ano, ele entrou em um centro médico de Fort Hood onde soldados aguardavam exames e procedimentos antes de serem enviados para zonas de combate.

Hasan abriu fogo contra os militares. Treze pessoas morreram e outras 32 ficaram feridas.

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O que aconteceu depois do ataque

Durante a tentativa de prisão, Hasan trocou tiros com policiais. Ele foi atingido e ficou paraplégico, passando a utilizar cadeira de rodas.

O ex-major foi acusado de 13 homicídios premeditados e 32 tentativas de homicídio. O julgamento ocorreu em 2013, perante um painel formado por 13 oficiais.

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Hasan admitiu ser o responsável pelos disparos. Durante o processo, afirmou que havia escolhido como alvos soldados que seriam enviados ao Afeganistão e disse que pretendia proteger o Talibã das forças americanas.

O painel o considerou culpado de todas as acusações e recomendou por unanimidade a pena de morte.

Morte por fuzilamento

A decisão sobre Hasan ganhou repercussão pela forma escolhida para a execução. O uso de um pelotão de fuzilamento é raro nos Estados Unidos e ainda mais incomum no sistema militar.

Se a sentença for cumprida, será a primeira execução de um militar americano desde a década de 1960 e a primeira por pelotão de fuzilamento desde o período posterior à Segunda Guerra Mundial.

Hasan está entre os quatro presos atualmente no corredor da morte das Forças Armadas dos Estados Unidos.

A legislação militar americana exige aprovação presidencial para a execução de uma sentença de morte. O processo também passa por revisões judiciais antes que a pena possa ser efetivamente cumprida.

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