Quem é Noelia Castillo, que obteve direito à eutanásia após sofrer estupro e ficar paraplégica
Jovem espanhola fez pedido em 2024, sob alegação de depressão e sofrimento físico contínuo
Internacional|Do R7
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A espanhola Noelia Castillo, de 25 anos, deve passar por uma eutanásia nesta quinta-feira (26). O procedimento foi autorizado por médicos e autoridades da Espanha, que permite a realização desde 2021.
O pedido foi feito em 2024, sob alegação de depressão e sofrimento físico contínuo por parte da jovem. O pedido favorável foi aprovado posteriormente por órgãos médicos e pela Comissão de Garantia e Avaliação da Catalunha.
LEIA MAIS
A decisão, no entanto, chegou a ser contestada pelo pai da espanhola, que alegou que Castillo não teria condições psicológicas de decidir sobre a própria morte.
A discordância resultou em recursos judiciais e no adiamento do procedimento. Ainda assim, a possibilidade de recorrer à morte assistida foi validada pela Justiça.
Segundo a lei espanhola, a eutanásia pode ser solicitada em determinadas situações, como:
- Paciente com sofrimento considerado intolerável;
- Diagnóstico de doença grave e incurável;
- Paciente diagnosticado com condição crônica incapacitante.
O solicitante precisa ser avaliado por mais de um profissional de saúde e ter a aprovação de uma comissão independente. Além disso, é necessário que o paciente esteja mentalmente apto para tomar a decisão.
Quem é Noelia Castillo?
Nascida em Barcelona, Noelia Castillo Ramos ficou paraplégica em 2022 após se lançar do quinto andar de um prédio. A jovem enfrentava um quadro de sofrimento psicológico intenso em consequência de um estupro coletivo. Ela perdeu os movimentos da cintura para baixo, passou a usar cadeira de rodas e convive com dores crônicas.
De acordo com a mídia espanhola, pareceres técnicos indicaram que ela apresenta um quadro clínico irreversível, com dependência funcional significativa, dor constante e sofrimento incapacitante.
O caso também reúne um histórico de sofrimento psicológico anterior ao abuso sexual. A jovem enfrentava, desde os 13 anos, um histórico de vulnerabilidade, incluindo problemas familiares e episódios de automutilação.
Após a lesão, o quadro emocional se agravou com dores persistentes, dificuldades funcionais e impactos significativos na qualidade de vida.
Durante a espera pela realização da eutanásia, Noelia viveu em uma residência assistida em Sant Pere de Ribes.










