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Rascunho de acordo ainda divide países na COP-21

Um dos principais pontos de divergência é o aumento máximo da temperatura

Internacional|Da Ansa Brasil

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Países ainda divergem em rascunho de acordo na COP-21
Países ainda divergem em rascunho de acordo na COP-21

Ministros dos quase 200 países que participam da COP-21 (21ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas) têm até a próxima sexta-feira (11) para concluir um acordo crucial para a luta contra o aquecimento global.

Desde a última segunda-feira (7), reuniões a nível ministerial discutem o rascunho de 48 páginas apresentado pelos negociadores das nações presentes na COP-21. No entanto, o impasse sobre as medidas que serão adotadas ainda persiste.

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De acordo com fontes próximas às tratativas, as partes do texto propostas em forma de alternativas são mais de 100, enquanto as expressões em parêntesis — aquelas em torno das quais não houve unanimidade — se aproximam de mil.

Entre os pontos sobre os quais não há consenso, se inclui o limite à elevação das temperaturas globais até o fim do século (em 2ºC ou 1,5ºC), o financiamento para as intervenções contra as mudanças climáticas e as metas de longo prazo para zerar as emissões de gases causadores do efeito estufa. 

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A questão do limite à elevação das temperaturas é um dos principais entraves. Nesta terça-feira (8), os presidentes de Brasil, Dilma Rousseff, e Estados Unidos, Barack Obama, concordaram que o acordo deve prever um aumento máximo de 2ºC. Contudo, Estados insulares do Pacífico e do Caribe, alguns dos mais afetados pelo aquecimento global, defendem uma barreira de 1,5.

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O primeiro-ministro de Tuvalu, pequeno arquipélago situado na região da Polinésia, defende uma barreira de 1,5ºC, assim como Estados insulares do Pacífico e do Caribe — alguns dos mais afetados pelo aquecimento global.

— Um grau e meio deve ser o objetivo, qualquer ponto menos ambicioso, como 2ºC, seria catastrófico porque levaria à destruição dos nossos países"

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Já o premier das Ilhas Cook (também na Oceania), Henry Puna, disse que a COP-21 trata de uma questão de "vida ou morte".

— Não seremos tímidos e não nos deixaremos assustar.

Países como Alemanha, França e Itália já teriam concordado com a proposta, mas sua ambição ainda causa resistência em muitas outras nações.

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