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Reaproximação entre Europa e Rússia é o elemento que pode levar à paz duradoura, afirma especialista

Pesquisador Lier Ferreira analisa o que está na mesa de negociações para encerrar a guerra na Ucrânia

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Rússia estaria disposta a devolver áreas ucranianas em troca do controle total do Donbas.
  • Putin discutiu propostas de paz com os EUA após receber documentos de uma reunião em Miami.
  • Zaporizhzhia e Kherson têm mais chances de serem discutidas nas negociações do que a Crimeia.
  • Uma reaproximação entre Europa e Rússia pode favorecer uma paz duradoura na região.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Segundo um jornal local, a Rússia estaria aberta a devolver áreas ucranianas controladas em troca da totalidade da região do Donbas. De acordo com um assessor de política externa, Vladimir Putin discutiu sobre o assunto com membros do governo dos Estados Unidos após receber do enviado russo, Kirill Dmitriev, cópias impressas das propostas de paz feitas durante uma reunião em Miami que ocorreu no fim de semana passado. Questionado sobre o relatório, o porta-voz de Vladimir Putin, Dmitri Peskov, não deu mais detalhes sobre o que foi dito.

Lier Ferreira, pesquisador do núcleo de estudos dos países Brics da UFF (Universidade Federal Fluminense), explicou no Conexão Record News desta sexta (26) que o principal motivo por trás do desejo de Putin conquistar a região do Donbas é devido à forte presença de russos étnicos na área, ou seja, ucranianos de ascendência étnica russa. Ferreira também entrou em detalhes sobre quais territórios podem estar sendo discutidos para retornarem ao domínio ucraniano.


Na opinião do entrevistado, Zaporizhzhia e Kherson são áreas que possuem uma maior probabilidade de entrarem nas negociações do que a península da Crimeia: “Ela está anexada pela Rússia desde 2014 e não entrará em nenhum tipo de negociação, porque cumpre um papel estratégico, inclusive na mobilidade da frota russa do inverno na Europa pelo fato dela congelar nesta época”.

Ainda assim, o pesquisador aponta que Moscou possui preocupações maiores no momento, como prevenir a entrada da Ucrânia na Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e impedir a expansão da influência do grupo no leste europeu.


Ferreira, entretanto, aponta para uma nova possibilidade que conduziria à estabilidade da região:

“Um elemento que poderia nos conduzir à paz, que já está sendo anunciado por Washington de uma forma ainda muito tímida, é uma reaproximação entre a Europa e a Rússia. Uma reaproximação que possa se dar pelos interesses comuns de comércio entre as duas regiões, a Europa ocidental e a Rússia. Se isso acontecer, nós teríamos uma garantia mais sólida para uma paz duradoura, não apenas na Ucrânia, mas em todo o leste europeu”.

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