Refém do petróleo do Oriente Médio, Europa está numa ‘sinuca de bico’; veja análise
Situação no estreito de Ormuz pode fazer países europeus adotarem uma postura diferente diante do conflito
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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“Até hoje não existe um plano convincente sobre como essa operação poderia ter sucesso. Washington não nos consultou e não disse que a assistência europeia era necessária”, declarou Friedrich Merz, primeiro-ministro da Alemanha, sobre a guerra no Irã. Ele também afirmou que, enquanto o conflito continuar, o país não participará por meios militares da tentativa de liberação do estreito de Ormuz.
Com o mundo em dúvida sobre a expansão do conflito para outros continentes, o pesquisador do núcleo de estudos dos países Brics da UFF (Universidade Federal de Franca), Lier Ferreira, concorda com Merz. “Esta guerra não é europeia”, avaliou o especialista em entrevista ao Conexão Record News desta quinta (15).

O comunicado de apoio aos EUA, assinado por diversos países do continente e do Japão, que foi divulgado no mesmo dia, entretanto, altera as peças do tabuleiro diplomático. Ferreira explica que a mudança repentina de posicionamento se dá pelo fato de a Europa possuir pouco petróleo e depender de exportações vindas do Oriente Médio.
“O fechamento do estreito de Ormuz fez com que as reservas de gás da Europa caíssem quase 30% nos últimos dias. Esse é o menor volume desde 2022, quando houve o início do conflito entre Rússia e Ucrânia”. Enquanto algumas nações, como a Hungria, buscam rotas alternativas de comércio, o conflito continua a desafiar as economias da Europa e dos EUA.
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“A Europa está numa situação, numa sinuca de bico. Por um lado, ela depende brutalmente desses recursos energéticos. Por quê? Porque a Europa continental não tem petróleo, a Europa continental só tem o carvão como matriz energética e a Europa continental abriu mão de grande parte do seu potencial de produção de energia nuclear nas últimas duas ou três décadas em função dos compromissos ambientais e agora se vê refém do petróleo do Oriente Médio”, afirmou.
Ferreira aponta também que o Exército norte-americano drena cerca de um bilhão de dólares a cada dia da guerra e que tal medida não só esgotará rapidamente os recursos econômicos do país, mas também os estratégicos. “Eles estão usando, por exemplo, um míssil Tomahawk, que custa US$ 4 milhões a unidade para bloquear um drone Shared 136, que custa entre US$ 20 mil e 50 mil a unidade”, criticou o pesquisador.
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