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Regime sírio lança ampla ofensiva para recuperar controle de Aleppo, 2ª maior cidade do país

Exército leal a Assad já retomaram localidades importantes na periferia de Aleppo

Internacional|Do R7

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Imagem mostra Aleppo na semana passada: cidade será o palco dos próximo grande combate da guerra
Imagem mostra Aleppo na semana passada: cidade será o palco dos próximo grande combate da guerra

As forças do regime sírio lançaram nesta segunda-feira (10) uma ampla ofensiva militar para recuperar o controle de Aleppo, a segunda maior cidade do país, dias depois de reconquistarem a estratégica localidade de Qusair, perto da fronteira com o Líbano e do reduto rebelde de Homs.

Uma fonte do serviço de segurança sírio disse que dezenas de rebeldes morreram e centenas ficaram feridos no primeiro dia desta operação, batizada como "Tempestade do Norte".


Nesta jornada, os soldados leais ao regime de Bashar al Assad retomaram o controle da cidade de Shwihneh, na Província de Aleppo, onde foram registradas várias baixas nas fileiras dos combatentes do grupo islamita Frente al Nusra, informou a fonte.

O Exército também lançou vários "ataques qualitativos" contra as fortificações dos rebeldes nas zonas de Herietan, Mineg, Qabtan, Al Jabal, Babis, Kafrat Hamra e Atareb, onde, segundo a fonte, foi obtido avanços importantes para retomar o controle total de Aleppo e sua periferia.


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A fonte acrescentou que a operação "Tempestade do Norte" continuará até que Aleppo fique livre de "terroristas".


— Nada vai nos parar.

As autoridades iniciaram a ofensiva após recuperarem, na quarta-feira, o controle de Qusair com o apoio de milicianos do grupo xiita libanês Hezbollah.

Segundo analistas sírios, a vitória em Qusair significou um sopro de confiança para o Exército em sua luta contra os insurgentes em outras partes do país que, há mais de dois anos, tentam derrubar Bashar al Assad do poder — sua família governa a Síria há 40 anos.

Os meios de comunicação oficiais mostraram hoje imagens de cidadãos de Qusair com retratos do presidente Bashar al Assad comemorando o triunfo do regime.

Na sexta-feira passada, o Observatório Sírio de Direitos Humanos informou que o regime estava enviando "milhares de soldados" para Aleppo para recuperar zonas tomadas pelos rebeldes e cortar o abastecimento de armas para a insurgência por meio da vizinha Turquia.

Oposição denuncia matança ao final de batalha por Qusair

Continuam surgindo novos detalhes sobre o conflito de três semanas por Qusair. Onte, ativistas da oposição disseram que as forças leais ao presidente sírio mataram pelo menos cem pessoas que fugiram da cidade, depois que o local foi conquistado pelas tropas do Exército e dos combatentes do Hezbollah.

A maioria dos mortos foi atingida por disparos de metralhadoras e um bombardeio contínuo ao longo dos últimos dias, enquanto tentavam atravessar uma rodovia a leste de Qusair para áreas fora do alcance das forças de Assad, disseram os ativistas.

A informação não pôde ser imediatamente verificada, uma vez que as autoridades sírias restringem o acesso ao país dos meios de comunicação independentes.

O ativista Hadi al Abdallah disse que ele é uma das milhares de pessoas que fugiram de Qusair em um grupo de civis e combatentes que abandonaram seus carros e caminharam 35 km em uma área rural conhecida como Housseiniya, perto da principal rodovia para a cidade de Homs.

— Nós estávamos levando muitos feridos de Qusair e esses foram os primeiros a serem mortos porque não podiam escapar do tiroteio. A maioria dos corpos foi deixada para trás e apenas 15 foram recuperados. Muitos feridos foram capturados. Entre eles um primo meu. Liguei para o celular dele e um homem respondeu dizendo que eu podia ir buscar o corpo em pedaços.

Mohammad al Qusairi, outro ativista, disse que o Exército sírio se posicionou em três áreas próximas à rodovia para atacar as pessoas que fogem Qusair.

— Um corredor estreito de fuga de Qusair permaneceu, mas o Exército aguardava na saída. Eles querem enviar uma mensagem de que qualquer pessoa com qualquer ligação com a cidade será punida.

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